Lens não esquece: homenagem emocionante a mineiros mortos
No jogo contra o Metz, o Lens abdicou do seu tradicional equipamento Sang et Or (sangue e ouro, ou grená e dourado) para envergar uma camisola verde e preta, assinalando o 120.º aniversário da catástrofe mineira de Courrières, a mais mortífera da história europeia.
O encontro deste domingo, a contar para a 25.ª jornada da Ligue 1, ficou marcado por uma série de tributos às 1099 vítimas do desastre ocorrido a 10 de março de 1906. Antes do apito inicial no Stade Bollaert, foi cumprido um minuto de silêncio e exibida uma coreografia com uma tarja que dizia: «Courrières, março de 1906: nunca esquecer os sacrifícios da bacia mineira».
Em campo, a equipa orientada por Pierre Sage utilizou um equipamento alternativo, cujas cores têm um significado especial. Segundo o clube, o verde e o preto representam as origens do Racing Club de Lens. «Estas cores, as primeiras da história do clube, remetem para a Place Verte – o primeiro campo de jogos histórico dos futebolistas do Lens – e para o carvão, símbolo do passado mineiro do território», explicou o clube no seu site oficial.
À date 𝑝𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑢𝑙𝑖𝑒̀𝑟𝑒, tunique 𝑝𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑢𝑙𝑖𝑒̀𝑟𝑒 🟢⚫️
— Racing Club de Lens (@RCLens) March 8, 2026
À deux jours des commémorations de la Catastrophe minière du 𝟏𝟎 𝐦𝐚𝐫𝐬 𝟏𝟗𝟎𝟔, le Racing évoluera en maillot vert et noir, orné d'un badge spécial, pour #RCLFCM. ⛏️#FiersDEtreLensois pic.twitter.com/i3dznUz4S5
A iniciativa não se limitou ao simbolismo do equipamento. O clube anunciou que parte das camisolas utilizadas e autografadas pelos jogadores no jogo contra o Metz será leiloada. Os fundos angariados através da fundação Racing Coeur de Lens serão doados a associações locais que trabalham na preservação do património e na manutenção da memória histórica da região.