Jorge Jesus: «Um dia disse ao Neymar: 'Tu, finish'»
Jorge Jesus foi esta sexta-feira apresentado como novo selecionador nacional e garantiu que qualquer jogador poderá ser eleito para representar a Seleção Nacional, desde que tenha qualidade suficiente para tal.
«A nossa seleção tem uma média de idades de 28 anos. Isso, para mim, não tem problema. O que interessa é o valor. Se tiver 17 ou 18 anos e tiver qualidade, será integrado. Acabei de dizer que tínhamos aqui 12 jogadores que já trabalharam comigo. Lembro-me de quatro ou cinco que fui eu que 'lancei'... os treinadores têm a mania de dizer que 'lançaram'... fui eu que os pus a jogar. Como o Rafael Leão, com 17 anos no Sporting, o Gonçalo Guedes, com 18 anos, no Benfica, o João Cancelo, o Bernardo Silva. Fui eu que o pus a jogar! Contra quem? Foi para a Taça de Portugal contra o Cinfães? Está bem, mas já jogou! O que é importante é sentirmos que há qualidade», respondeu.
A questão da idade não tem impacto para Jorge Jesus nem para os mais novos... nem para os mais velhos. O exemplo dado foi o de Cristiano Ronaldo. «Não olho para ele pela idade. Trabalhou um ano comigo. Não teve uma lesão. Fazia — comigo fazia — oito quilómetros por jogo, para um ponta de lança é muito bom. Ele tinha dados que me diziam que podia contar com ele. Quando achava que tinha de jogar, jogava. Quando não achava, nem o levava, nem para o banco ia», disse Jorge Jesus.
Convidado a comentar a prestação de Portugal no Mundial e a gestão feita por Roberto Martínez do capitão da Seleção Nacional, o técnico garantiu que, para ele, «o nome não conta». «O jogo é que dita. O que importa é o rendimento do atleta. Se não está a render, seja o jogador que for, se tiver de ser substituído, é. O nome não conta. Já treinei dois melhores jogadores do mundo. O terceiro já não vou treinar, que é o Messi. Treinei o Ronaldo e treinei o Neymar. E ao Neymar, um dia disse-lhe: 'tu, finish [acabou]' O que achar que é melhor para a seleção... assim será feito.»