Jogadores do Valência vaiados e escoltados para fora do estádio

Equipa em zona de despromoção e jogadores protegidos pela polícia para entrar no autocarro

O Valência não conseguiu mais do que um empate em casa com o Elche, 1-1, e ocupa agora o 18.º lugar, voltando aos lugares de despromoção na LaLiga.

O jogo com o Elche foi o sexto consecutivo sem vitórias (quatro empates, duas derrotas), e os adeptos perderam a paciência. Embora Pepelu tenha conseguido evitar uma segunda derrota consecutiva, ao empatar de penálti aos 87 minutos, depois de Diangana ter aberto o marcador aos 75, o descontentamento nas bancadas atingiu níveis de descontentamento a fazer lembrar a época passada.

Após o apito final, os jogadores do Valência tiveram de deixar o estádio Mestalla escoltados pela polícia, que formou um cordão de segurança para lhes permitir entrar no autocarro da equipa sem incidentes.

«Não merecem esta camisola!»

Em frente ao estádio desencadeou-se uma manifestação em que ouviram cânticos como «Corberán, demite-te!», «Jogadores mercenários!» ou «Não merecem esta camisola!».

O ambiente já estava tenso desde a derrota contra o Celta (1-4) na jornada anterior. Antes do jogo com o Elche, os adeptos assobiaram e repreenderam os jogadores desde a chegada ao estádio, bem como durante o aquecimento e no anúncio do onze inicial pelo sistema de som.

Jogadores abdicaram dos carros pessoais

Os protestos continuaram durante o jogo e não se limitaram ao aspeto desportivo. Ouviram-se cânticos contra o acionista principal, Peter Lim, e o diretor-geral do clube, Javier Solís, ambos visados por parte dos adeptos.

Após o apito final, centenas de adeptos reuniram-se na entrada principal do estádio para continuar os protestos. Confrontados com a crescente indignação das massas, os jogadores decidiram não sair nos seus carros, e a polícia criou um cordão até ao autocarro que os esperava à porta do estádio. Assim, tudo decorreu sem incidentes maiores.