Jogador de 17 anos morto durante protestos no Irão
O jovem futebolista iraniano Rebin Moradi foi baleado na quinta-feira, 8 de janeiro, num dos protestos diários da população no Irão.
A família só soube da perda alguns dias depois, mas mesmo assim não conseguiu sepultar o jovem de dezassete anos. As autoridades não só se recusam a entregar o corpo, como também não permitem a sua observação.
«Mais uma tragédia. Rebin Moradi, um jogador de dezassete anos da equipa de juniores do Saipa, foi morto a 8 de janeiro durante os protestos. A família do jovem só recebeu a confirmação da sua morte quatro dias depois, mas sem informações sobre o paradeiro do seu corpo. O seu pai foi um veterano da guerra Irão-Iraque», refere o perfil Persian Soccer no X.
🖤 Tragedy again.
— Persian Soccer 🇮🇷 (@prznsoccer) January 13, 2026
17-year-old Saipa youth player Rebin Moradi was killed as a protester in the #IranMassacre on Thursday, January 8.
His family only received confirmation after four days with no information about his whereabouts.
His father is a veteran of the Iran–Iraq war. pic.twitter.com/2u5gu7f0uD
No mesmo dia, há também relatos da morte de Mojtaba Tarshiz, ex-jogador do Traktor, de 47 anos, e da mulher, deixando duas filhas menores.
De acordo com a Organização Hengaw para os Direitos Humanos, também Ahmad Khosravani, jovem jogador de basquetebol; e Mehdi Lavasani, treinador de futebol, foram baleados pelas forças governamentais iranianas durante protestos em Teerão. Os três homens foram mortos na noite de quinta-feira, 8 de janeiro, durante protestos na capital.
God has witnessed it.
— Iran Spectator (@IranSpec) January 15, 2026
The World has witnessed it.
And believe me, @POTUS has seen it and is disgusted and enraged by it.
He is a father, and grandfather, never forget that.
You aren’t Russia or China, you are Iran.
Kick and scream as much as you like with your ballistic… pic.twitter.com/YjhqfQpO5k
A atual vaga de protestos no Irão dura desde 28 de dezembro. As manifestações começaram como um sinal de descontentamento com a difícil situação económica - colapso da moeda iraniana e elevada inflação - mas rapidamente evoluíram para protestos antigovernamentais mais amplos, que o regime reprime com grande brutalidade.
A tensão aumentou ainda mais após as palavras do Presidente norte-americano Donald Trump, que encorajou publicamente os iranianos a continuar os protestos e ameaçou as autoridades de Teerão com uma possível intervenção. O Presidente Masoud Pezeshkian admitiu que a crise é resultado da negligência do Estado e apelou à cessação imediata da violência contra os manifestantes.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se esta quinta-feira para «uma reunião informativa sobre a situação no Irão» e terá lugar a pedido dos Estados Unidos.