Jackson Martínez vítima de burla de pastor evangélico
Um pastor evangélico foi condenado em Espanha por se ter apropriado indevidamente de um donativo de cerca de 500 mil euros destinado à sua igreja, sendo que grande parte desse valor foi doado por Jackson Martínez, ex-jogador do FC Porto, quando este representava o Atlético Madrid.
O caso, investigado durante vários anos, culminou na condenação de Tomás G. M. por desviar fundos da igreja evangélica Bautista de Sierra Oeste entre 2016 e 2017. O religioso utilizou o dinheiro para comprar uma viatura, pagar parte de uma hipoteca de uma casa em seu nome e ainda transferiu 260 mil euros para o seu filho, verba que também se destinava à aquisição de um imóvel.
Apesar da condenação, o pastor não foi sentenciado a pena de prisão. A sanção imposta pelas autoridades espanholas inclui uma multa de 3000 euros. A sentença determina ainda «uma multa de dez meses, com quota diária de dez euros, a inibição especial para o direito de sufrágio passivo durante o tempo da condenação, o pagamento das custas processuais, incluindo as da acusação particular, e a obrigação de indemnizar a entidade religiosa pelo total do dinheiro não recuperado, mais os juros legais».
O testemunho de Jackson Martínez foi fundamental no processo. O antigo avançado, que também passou pelo Portimonense, revelou ter descoberto o desfalque em 2020, quando os fiéis da igreja notaram irregularidades nas contas e encontraram transferências avultadas para as contas pessoais do pastor.
«Quando soube que [os fundos] não se tinham destinado à igreja, exigi ao pastor que os devolvesse, mas este não o fez», afirmou o ex-jogador. Por sua vez, o pastor negou as acusações, alegando que tinha autorização de Jackson Martínez para movimentar o dinheiro doado.
A sentença ainda não transitou em julgado, pelo que a defesa do pastor poderá recorrer da decisão na tentativa de obter uma redução da pena ou mesmo a absolvição. Espera-se que o processo judicial continue e que uma decisão definitiva seja conhecida nas próximas semanas.