Vasco Vilaça foi batido ao sprint em Pontevedra, mas o título mundial estava assegurado (foto: World Triathlon)
Vasco Vilaça foi batido ao sprint em Pontevedra, mas o título mundial estava assegurado (foto: World Triathlon)
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Já a frio, Vilaça ataca rival: «Foi muito feio, o maior anti-fair play»

Apesar de ter conquistado o título mundial, o triatleta português perdeu a finalíssima para o australiano Matthew Hauser, num sprint que considera ter sido irregular

Horas depois de confirmar o título Mundial de triatlo, Vasco Vilaça voltou a olhar para o sprint da prova final, que se disputou em Pontevedra, Espanha, para criticar o comportamento de Matthew Hauser, o único que lhe podia roubar o título, e que venceu a última prova de uma forma que o português considera antidesportiva e ilegal.

«Digo sem medo que achei muito feio o modo como o australiano acabou a prova. Deveria haver regras contra isto. Sem dúvida que há regras de fair play e isto foi o maior anti-fair play que já vi», começou por dizer, em declarações à agência Lusa.

«Ele já me ganhou muitos sprints e respeitei-o quando foi melhor do que eu. Mas agora, quando estava a passá-lo, a forma como ele se atirou para cima de mim, bloqueou-me e puxou-me para o lado… cheguei ao ponto em que tive de começar a lutar contra ele, senão nem conseguia entrar na meta. Foi muito feio…», considera.

Além do título mundial, que alcançou, tornando-se no primeiro homem português a consegui-lo, o triatleta do Benfica procurava a terceira vitória da época para terminar em beleza um ano de sonho. Não o conseguiu e mostra-se inconformado pela forma como tudo aconteceu.

«Sinto que me roubou o primeiro lugar, mas, pior, é que foi muito feio e não foi justo. A parte bonita do desporto é sermos realmente justos e respeitarmo-nos uns aos outros, incluindo quem é mais forte do que nós, e trabalhar para sermos melhores. Joguei justo toda a época. Custou-me muito no momento, estive ali um minuto depois da prova muito chateado com isso», reconhece, algo que se percebeu também nas imagens no final da prova, quando Vilaça confrontou Hauser.

Agora, o atleta de 26 anos assume que, não fosse o momento de festa, talvez pudesse ter apresentado uma reclamação oficial.

«Provavelmente, deveria ser feito algum tipo de protesto mas não quis estragar o meu momento de celebração do título mundial por uma coisa feia que outra pessoa fez», resumiu. 

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