Esquerdino deixou tormenta para trás e Carlos Vicens agradece o seu regresso ao leque de opções
Esquerdino deixou tormenta para trás e Carlos Vicens agradece o seu regresso ao leque de opções

Gorby reforça presença e vai à luta com dois consagrados

Médio franco-haitiano esteve um mês ausente, devido a lesão, mas regressou em força para dar soluções ao meio-campo. Moutinho e Grillitsch 'apertados'

As (boas) opções nunca são demais e feliz é o treinador que pode contar com o maior número de soluções possível. Nesse sentido, o recente regresso de Gorby à competição foi uma excelente notícia para Carlos Vicens.

O médio franco-haitiano, de 23 anos, deu sequência ao que já tinha feito na temporada passada e manteve o estatuto de titular na presente campanha, mas uma lesão recente afastou-o dos relvados por um período de cerca de um mês. Porém, a fase menos boa já ficou para trás e o camisola 29 foi utilizado nos últimos quatro jogos dos arsenalistas: suplente utilizado diante de Sporting (2-2), Ferencvaros (0-2) e FC Porto (1-2), e titular frente ao Ferencvaros (4-0), neste último caso no encontro referente à segunda mão dos oitavos de final da UEFA Europa League e cuja reviravolta épica permitiu aos guerreiros do Minho selarem o apuramento para a fase seguinte de competição, onde vão medir forças com os espanhóis do Betis.

Gorby demonstrou, nestes embates realizados no mês de março, que está de volta à melhor forma, pelo que o treinador espanhol dos bracarenses ganha assim um autêntico reforço para a reta final da época. E se tivermos em linha de conta que o calendário vai apertar (e de que maneira!) para os minhotos, então o regresso do esquerdino é uma notícia de extrema importância para Carlos Vicens.

Na ausência do franco-haitiano, as despesas da intermediária dos arsenalistas foram assumidas por João Moutinho e Florian Grillitsch, mas até tendo como ângulo de análise o facto de o técnico ser adepto da rotatividade (em vários setores, não apenas no meio-campo), Gorby encaixa que nem uma luva no leque de soluções para os desafios vindouros e que promete ser de máxima exigência.

Indiscutível é, e aconteça o que acontecer até final da temporada, que este já é o melhor ano de sempre do canhoto: 42 jogos, dois golos e uma assistência configuram o melhor registo da carreira de Gorby. Mas os números não vão ficar por aqui. O franco-haitiano voltará, por certo, a ter a preponderância que estava a ter antes da lesão que sofreu.