Gonçalo Inácio no bom e no mau e Catamo ‘chupado’ até ao tutano (as notas do Sporting)
(6) Rui Silva – Exibição globalmente segura, com momentos de aperto na segunda parte. Na primeira parte limitou-se a ver o jogo e, de repente, foi surpreendido no golo de Ricardo Horta, numa finalização difícil após cruzamento atrasado. Na segunda esteve mais em evidência, segurando um cruzamento/remate perigoso de Víctor Gómez em cima da linha. Ainda teve um momento de algum susto num cruzamento de Zalazar. No penálti final não teve hipótese.
(6) Fresneda – Muito ativo defensivamente e com algumas ações ofensivas interessantes. Deu muito espaço no momento em que Zalazar arrancou para primeiro golo do SC Braga. Logo no início da segunda parte fez um corte importante sobre Ricardo Horta que evitou um lance de perigo. Ao longo do jogo destacou-se pela capacidade de reação defensiva, como num corte com o peito aos 56 minutos e pela vigilância constante sobre os extremos adversários. Ofensivamente apareceu na área em duas ocasiões, incluindo uma tentativa de calcanhar e um cruzamento perigoso para Pedro Gonçalves que quase deu golo.
(6) Diomande – Várias intervenções defensivas importantes. Ganhou diversos duelos aéreos, sobretudo em cantos defensivos. Foi duro na marcação e acabou por ver cartão amarelo, reflexo da intensidade com que disputou os lances. Teve ainda presença ofensiva num canto, cabeceando à figura do guarda-redes. Cumpriu bem na contenção da área durante a fase de maior pressão do SC Braga.
(4) Gonçalo Inácio – Protagonista em dois momentos decisivos. Abriu o marcador com um bom cabeceamento após canto de Pedro Gonçalves, impondo-se no ar aos centrais do Braga. No entanto, teve responsabilidade defensiva no golo do empate, pois poderia ter sido mais agressivo na marcação a Ricardo Horta no cruzamento de Zalazar. Já nos descontos voltou a estar em destaque, mas de forma negativa, ao tocar com a mão na bola dentro da área, originando o penálti que deu o empate ao Braga. Um jogo de contrastes: decisivo no ataque, mas com erros importantes na defesa.
(6) Maxi Araújo – Muito combativo no corredor esquerdo, com participação defensiva relevante. Fez um corte importante que evitou uma situação perigosa para Ricardo Horta na primeira parte. Passou grande parte do jogo em duelos com Víctor Gómez e acabou por ver cartão amarelo nessa batalha constante. Ofensivamente tentou aparecer em zonas de remate, mas sem grande eficácia, incluindo um disparo muito por cima na segunda parte.
(6) Hjulmand – Teve um papel importante na organização e no equilíbrio da equipa, especialmente na primeira parte, ajudando o Sporting a estabilizar depois da entrada forte do Braga. Foi dele um passe longo que isolou Pedro Gonçalves (embora em fora de jogo) e contribuiu para ligar setores. Sem ações muito vistosas no relato, mas importante na circulação e no posicionamento defensivo.
(5) Morita – Médio muito participativo na primeira parte, embora com menor influência direta no último terço. Viu cartão amarelo ainda antes do intervalo, o que condicionou a sua abordagem aos duelos. Tentou surpreender com um remate de muito longe no início da segunda parte, mas sem perigo. Acabou substituído quando o Sporting procurava refrescar o meio-campo.
(5) Pedro Gonçalves – Muito influente entre linhas e na criação ofensiva. Participou em várias combinações com Catamo, Trincão e Suárez, sendo uma peça central na dinâmica ofensiva. Fez a assistência para o primeiro golo com um canto bem batido para Inácio. Ainda tentou um remate de fora da área e apareceu várias vezes em zonas interiores para ligar o jogo. Saiu na segunda parte quando o Sporting procurou refrescar o ataque.
(6) Trincão – Importante na ligação entre meio-campo e ataque, sobretudo na primeira parte. Foi dele o excelente passe que isolou Luis Suárez aos 24 minutos, num lance em que o avançado não conseguiu bater o guarda-redes. Participou em várias combinações ofensivas e ajudou a dar critério à circulação perto da área adversária e teve abertura fantástica, perto do fim, para a entrada de Fresneda, na direita.
(6) Luis Suárez – Figura central do ataque leonino e novamente decisivo. Falhou uma oportunidade clara isolado na primeira parte, mas manteve-se muito ligado ao jogo. Ganhou o penálti que deu o segundo golo do Sporting e converteu-o com grande frieza. Também contribuiu defensivamente, desviando uma bola num canto contra o Sporting na segunda parte.
(5) João Simões – Entrou para reforçar o meio-campo e foi útil na fase final do jogo, sobretudo na gestão da posse de bola e na proteção junto à linha de fundo ofensiva do Sporting. Trouxe frescura e ajudou a equipa a respirar em momentos de maior pressão do Braga.
(4) Luís Guilherme – Entrada discreta. Teve poucas ações relevantes, aparecendo mais na circulação e apoio ofensivo do que em lances decisivos.
(5) Eduardo Quaresma – Entrou para formar uma linha de três centrais e teve uma intervenção muito importante nos minutos finais, com um grande corte aos pés de Zalazar que evitou uma situação de grande perigo. Boa reação num momento crítico da partida.