José Mourinho reitera desejo quanto ao futuro

Futuro no Benfica, frustração, novidades e muito mais — tudo o que disse Mourinho

O treinador dos encarnados fez a antevisão do jogo desta jornada, frente ao Nacional

José Mourinho fez este sábado a conferência de Imprensa de antevisão ao jogo de domingo com o Nacional, na 29.ª jornada do campeonato. O técnico dos encarnados sublinhou uma vontade para a próxima época, fez autocrítica e anunciou novidades na convocatória.

O Nacional vai chegar à Luz com necessidade de fazer pontos para fugir aos últimos lugares da tabela. Tendo isso em conta, qual é a abordagem que espera por parte do adversário? E como correu a semana de trabalho do Benfica
Nacional... Tens razão, precisam de pontos. Não desesperadamente porque estão fora da zona de despromoção e acho que também fora da zona de possível play-off, mas estão perto. Precisam de pontos e é uma equipa que, desde o princípio da época, joga para os pontos. Bem treinada, já com algum tempo de trabalho com o Tiago [Margarido]. É uma equipa que sabe defender muito bem, sabe defender a quatro, sabe defender a cinco. Na minha opinião, defende ainda melhor quando baixa. É uma equipa inteligente, tem a capacidade de, obviamente também com algumas das características que o nosso campeonato tem — que é a permissividade a uma redução drástica do tempo útil de jogo —, sabem fazê-lo também muito bem. Depois, é uma equipa que com bola sabe o que faz, sabe o que quer, sabe ser perigosa em contra-ataque, mas também sabe retirar a iniciativa de jogo ao adversário. Para mim é uma boa equipa. Se nos centrarmos nos resultados que eles fizeram com as equipas da parte de cima da tabela, mesmo não tendo feito muitos pontos... penso que ganharam em Braga. Mas todos contra as equipas de topo foram jogos muito nivelados, se não no jogo jogado, mas nivelados no resultado. Portanto, é isso que eu espero: uma equipa a vir jogar para o ponto, sem perder, obviamente, de vista a possibilidade de levar pontos. Nós precisamos muito de ganhar, por todas as razões e mais algumas. Eu lia algumas das frases mais marcantes da conferência de imprensa do Tiago, onde ele diz que espera um Benfica reativo relativamente à última prestação e ao último resultado, e obviamente que essa é a nossa intenção.

No último jogo, ficou muito frustrado depois daquele empate, porque matou as possibilidades que o Benfica tinha de ser campeão. Disse também que tinha vontade de não utilizar alguns jogadores, mas que havia valores mais altos.Que valores são esses?
— Eu disse muita coisa e parece que, afinal, não disse tanta coisa. Porque apesar de eu não seguir, o Gonçalo [Guimarães, diretor para a comunicação do futebol profissional] praticamente me obriga a seguir porque é parte do seu trabalho, e parece que eu não fui claro e objetivo a dizer que quero ficar no Benfica. Segundo os feedbacks que me chegavam do Gonçalo, tem havido durante a semana mil e uma dúvidas relativamente a isso. Quando eu pensei... pá, posso ter-me equivocado ou posso não ter sido explícito, mas penso que fui objetivo e explícito a dizer que queria ficar no Benfica na próxima época. Portanto, comecemos por aí. Penso que não é preciso agarrar num papel e numa caneta e fazer um desenho para voltar a repetir o que eu disse. Mesmo nesse momento de frustração, como você identificou e bem, relativamente à minha vontade de ficar no Benfica e de lutar por títulos, que no fundo é o meu objetivo e o objetivo do Benfica. Relativamente àquilo que eu disse e que tu identificaste muito bem — frustração, obviamente que sim — e jogadores que eu não utilizaria mais... uma coisa é aquilo que tu dizes e outra coisa é aquilo que acontece na prática. Mas penso também que eu frisei que uma coisa podia ser uma declaração de intenções, mas que depois haveria outros valores mais altos. Os valores mais altos são muito óbvios. E quando parece também que houve quase um tsunami relativamente a essas declarações, eu muito honestamente estive a pensar se seria eu o único treinador no mundo que mudaria alguma coisa no seu plantel. E cheguei a uma conclusão muito simples: eu acho que no mundo há cinco treinadores que não mudariam nada no seu plantel. Só cinco. Quando digo treinadores, digo treinadores de clubes. São cinco [Manchester City, Bayern Munique, PSG, Barcelona e Real Madrid]. Porque a natureza de qualquer treinador, de qualquer plantel, de qualquer clube, é obviamente de nunca ter o plantel considerado o plantel perfeito. Há sempre o treinador que gostava de ter um jogador mais alto, outro que gostava de ter um jogador mais rápido, outro que gostava de ter um especialista à bola parada, outro que gostava de ter um jogador mais experiente, outro que tem uma equipa demasiado velha e gostava de ter mais juventude e mais irreverência. Eu consegui identificar cinco clubes/treinadores neste momento que serão os únicos privilegiados neste mundo — onde eu também já fui, também já tive a oportunidade de ter algum plantel com essas premissas. Mas acho que é normal, normalíssimo, que qualquer treinador mudaria qualquer coisa no seu plantel, principalmente depois de um resultado frustrante, de uma exibição frustrante e difícil de aceitar. Agora, na prática, eu também deixei claramente no ar: na prática há outros valores que se levantam, que é a dificuldade de todos nós, treinadores, termos os planteis que nós idealizamos como os planteis perfeitos. E uma coisa é o que te apetece fazer num determinado momento e outra coisa é o que tu fazes. Mas mesmo assim, dentro dessa tempestade de emoções numa conferência de imprensa após um jogo, eu acho que consegui ter a clarividência de dizer: não o farei. Obviamente que não o farei. E obviamente que na convocatória vocês chegarão à conclusão que a convocatória é exatamente a mesma... não exatamente a mesma, mas quase. E não digo exatamente a mesma porque entra o Dedic e o Aursnes e o Moreira [Gonçalo] na convocatória... portanto, para entrarem dois jogadores, saem outros dois. Mas não existirá nenhuma decisão que vocês possam interpretar... vocês interpretam como querem, principalmente lá os paineleiros interpretam como querem, mas a realidade é que amanhã a convocatória terá dois jogadores diferentes.

Já disse e frisou que quer continuar no Benfica, quer muito continuar. Pergunto-lhe se sente que a vontade do clube é recíproca? E insistindo na pergunta do meu colega, se podia revelar quem são os jogadores a que se referiu nessa última conferência de Imprensa?
—Não, claro que não vou referir. Claro que não vou referir, não posso referir. Como disse anteriormente, mas parece que você também, apesar de ser jovem, se calhar também já é teimoso e quer insistir na mesma tecla. Já lhe disse: há cinco treinadores no futebol europeu que não querem mudar nada na sua equipa, mas se calhar se perguntar a algum deles, mesmo a um desses cinco, depois de um mau resultado ou de algum jogo, ele vai-lhe dizer que mudava alguma coisa. Se calhar no próximo jogo não devia ter metido este, não vou meter mais. E estou a falar dos cinco que treinam as cinco equipas mais poderosas, com maior dimensão no mercado, com maior autonomia no mercado, que estão completamente nas tintas para tudo o que são contas e Financial Fair Play, etc., por aí fora. Portanto, eu obviamente que não o posso fazer. Se o disse, e disse, e fui levado pelas minhas emoções, pelas minhas frustrações... é possível. Eu acho que já devemos estar em sessenta e tal conferências de imprensa. Pronto, porque eu falhei algumas, mas estamos em 64 conferências de imprensa. Acho que é normal que eu diga coisas que não deva dizer, ou acho que é normal que eu diga coisas que alguns não queiram entender. Inclusive aceito o tipo de crítica que diz: resultado mau, critica os outros, não se autocritica. Também aceito essa crítica porque acho que é um bocadinho... se eu tenho esse defeito, aceito, mas é um defeito como consequência de quem eu sou. E eu sou aquele que ganhou tudo, e que ganhou tudo muitas vezes, e que repetiu muitas vezes as vitórias, e que talvez por isso tenha crescido de um modo em que eu muitas vezes sinto que nunca falho, nunca me engano, nunca erro. Portanto, admito que tenha essa deficiência ao nível da minha personalidade enquanto treinador, mas é consequência de quem eu sou, do que eu construí. E depois tenho uma qualidade positiva que eu penso que relativamente ao grupo compensa muito esse defeito: é o facto de ser um grande autocrítico. E na cara do grupo ser muito autocrítico, ir avaliar tudo aquilo que uns e outros poderíamos ter feito de mais e de melhor. E aí também estou perfeitamente consciente que tenho uma qualidade ótima, que é ser muito exigente comigo próprio e muito exigente com os outros — quando digo 'outros' digo fora de jogadores, digo staff, pessoas que trabalham nas estruturas. E também tenho essa capacidade que ao nível interno compensa totalmente esse defeito que eu possa ter.

Perguntaram-me há uma semana atrás ou duas; eu disse que se me metessem um contrato de 10 anos para assinar, eu assinava.

E a outra questão: se sente que a vontade do clube também era recíproca? O mister quer continuar, se o Benfica quer continuar com o mister?
— Eh pá, olha... as pessoas que falam de futebol, que comentam futebol, que vivem dessa área paralela ao futebol, podem mudar de opinião a cada dia. Podem mudar de opinião a cada hora, podem mudar de opinião do minuto 89 ao minuto 91 se houve um golo que transformou as coisas. Eu acho que você fazer a mesma pergunta a mim duas, três, quatro, cinco vezes, acho que não vale a pena. E fazer a mesma pergunta ao presidente Rui Costa também não vale a pena. Vocês perguntaram já diversas vezes ao presidente o que é que ia acontecer na próxima época relativamente ao treinador; ele já vos respondeu. Perguntaram a mim duas, três, quatro vezes se eu queria continuar no Benfica; eu disse sim, quero continuar. Perguntaram-me se o meu agente tinha dito que não sei quê; eu disse não, sou eu que decido. Perguntaram-me há uma semana atrás ou duas; eu disse que se me metessem um contrato de 10 anos para assinar, eu assinava. Perguntaram-me a seguir ao Casa Pia se eu queria continuar; eu disse sim, queria continuar. Então amanhã vai-me perguntar outra vez se eu quero continuar? Vai perguntar outra vez ao presidente Rui Costa o que é que vai acontecer? Eu não sei. Não sei se nós temos de nos apresentar cada dia perante vós e responder sempre à mesma pergunta. Acho um bocadinho estranho. Relativamente ao presidente Rui Costa, se lhe quiserem fazer a pergunta pela milésima vez, façam-no, que é um problema vosso e um problema do presidente. A mim, não me façam mais a pergunta. Não me façam mais a mesma pergunta: eu quero continuar no Benfica na próxima época.

Disse na conferência após o jogo com o Casa Pia que o segundo lugar seria o grande objetivo do Benfica. No entanto, o presidente Rui Costa disse que o Benfica teria de acreditar, ou está obrigado a acreditar em todos os lugares até ser possível. Pergunto se, cinco dias depois do jogo, já reconsiderou essa posição do segundo lugar ou se acredita também naquilo que diz o presidente em relação ao campeonato?
— Olha, lá vou ser insultado outra vez. Se a minha carreira reflete alguma coisa é perseverança, trabalho, resiliência. Isso é o que a minha carreira reflete. Portanto, qualquer palavra que eu tenha proferido e que parece que passou a ser lei universal, eu não me revejo nisso. Uma das coisas que eu faço como treinador, ou que tento sempre fazer, é depois dos jogos não falar aos jogadores. Tem qualquer coisa por trás: é que depois dos jogos falar aos jogadores arriscas-te a dizer coisas que não queres dizer, arriscas-te a não expressar verdadeiramente o que tu pensas, o que tu sentes, o que é a tua essência. No dia seguinte sim. Só que há uma coisa de que toda a gente pode fugir, menos o treinador: ir à conferência de imprensa depois do jogo. Toda a gente pode fugir, toda a gente se pode esconder. Todos. Há um que não pode, porque senão paga quanto de multa? 1200 euros, 1500 ou 2500 euros ou qualquer coisa. E não só pela multa, mas pela própria circunstância. E eu não sou pessoa de, depois de uma derrota — neste caso empate que vale derrota — dizer: 'Ok, eu pago os mil e tal euros e não vou à imprensa'. Eu tenho de ir. Toda a gente pode fugir, o treinador não pode. Faz parte do nosso trabalho e é por isso que nós vamos, e arriscamo-nos a dizer coisas que sentimos e coisas que não sentimos. Mas outra coisa que também representa muito a minha carreira é o sentido de realidade. Tentar ser sempre muito, muito realista. E uma coisa que me estimula sempre muito é o matematicamente possível, principalmente quando depende de ti próprio. Outra coisa é o matematicamente possível quando depende dos outros. E quando começas a estar nas mãos dos outros, a coisa fica um bocadinho mais complicada. A nossa qualificação na Champions League este ano reflete muito bem o que o Benfica é e o que eu sou. E eu tive muita responsabilidade nessa qualificação. Se calhar muito mais do que as pessoas eventualmente possam pensar. Porque quando jogo após jogo havia muita gente morta, enterrada, havia sempre alguém que agarrava, alguém que puxava, alguém que dizia que ainda é possível. E era possível, e foi possível. E a maneira como nós nos qualificámos tem a cabeça de alguém que meteu a bola lá dentro, mas também tem o dedo de alguém que acreditou, arriscou e disse: 'Vamos lá'. Relativamente ao campeonato, obviamente que matematicamente é possível. Não preciso que ninguém me diga que no Benfica, independentemente dos objetivos se atingirem ou não... eu costumo utilizar a expressão 'nem nos jogos amigáveis se brinca ao futebol no Benfica'. É sempre a sério. Mas eu, realisticamente, vejo difícil que o Porto perca sete pontos. Agora, é nossa missão, é nossa obrigação... e uma coisa são as minhas palavras a dizer 'acabou', outra coisa é o meu trabalho aqui a semana toda a dizer 'vamos' e a treinar sempre mais e melhor. São coisas diferentes. Portanto, nós temos de lutar por estes seis jogos, 18 pontos, e temos de ficar à espera que o Porto perca aqui, que empate ali. Os dois pontos que nós desperdiçámos no Casa Pia empurraram-me a ter esse tipo de declaração. O presidente falou e quando o presidente fala, eu pelo menos calo-me. Mas pela relação que tenho com ele, permito-me dizer, sem que ele se chateie, que ele conhece-me bem. Estou aqui há nove meses e ele conhece-me bem, porque passa muito tempo comigo. Ele sabe que eu não me revejo em nada na situação de agora desistirmos. Não me importa se temos hipótese ou não. Importa que o Benfica tem de entrar e tem de ser mais forte do que foi com o Casa Pia.

Olhando para trás, são nove empates, é muito empate apesar de a equipa estar invicta. Consegue nesta altura perceber, detetar alguma coisa que fez menos bem ou errado que tenha conduzido a este momento? E já agora, como está a situação dos lesionados?
— Entra o Aursnes e o Barreiro. E o Gonçalo Moreira. O Moreira dos sub-19. Tenho de ter muito cuidado com as coisas que digo aqui porque chamaram-me mentiroso a semana passada por um pequeno detalhe. O pequeno detalhe é eu ter dito que o Prestianni nunca cá tinha vindo e levaram-me exatamente à letra e chamaram-me mentiroso porque um jogador que, em três dias de treino, fica dois dias em casa de cama e apresenta-se no Seixal um dia onde faz um pequeno treino condicionado... a minha expressão 'nem sequer veio ao Seixal' foi o suficiente para me catalogarem de mentiroso. E então eu agora faço uma pergunta relativamente a mentirosos: houve uma reunião entre eu e os jogadores há um par de dias atrás. Dois jornalistas que trabalham para a mesma empresa: um escreveu 'reunião fantástica, de corrida com grande empatia, o treinador sempre com tom de voz muito baixo e equilibrado, sem mencionar nenhum jogador'. Mesma empresa, um colega: 'A reunião foi um vulcão, o treinador culpou diretamente o Lukebakio, o treinador humilhou o Lukebakio em frente dos restantes companheiros'. Aqui é que há mentira. Há um dos dois que é mentiroso. O mentiroso é o que disse que a reunião foi um vulcão; o outro tinha boas informações, deu a notícia correta. 

E sobre o momento?
— São nove empates dos quais alguns foram conseguidos in extremis e com mérito por termos conseguido esse empate. Tivemos algum empate onde fomos espoliados da vitória, para utilizar uma palavra simpática. E tivemos também alguns dos empates por culpa própria, e quando falo por culpa própria, obviamente que me incluo nisto. Acho que este jogo com o Casa Pia é o jogo que mais me fere. Pela atitude que nós tivemos... há coisas que nós obrigatoriamente temos de melhorar neste tipo de jogo, que é o jogo que aparentemente é o jogo mais fácil. Nos jogos mais fáceis tem de haver um approach diferente. Num jogo de 50 minutos — porque o jogo acho que teve 50 minutos de tempo útil (eu pensava que isto era uma coisa da Turquia, afinal em Portugal é igual ou pior) — tu não podes desperdiçar nem um. Tu tens de martelar, tens de acabar com o jogo o mais rápido possível. Para acabares, tens de começar cedo também. Não podes ter este tipo de approach que permite a um adversário estar tranquilo. Depois, quando fazes um golo em que finalmente saltas o muro, não podes sofrer um golo da maneira como nós sofremos. Voltando atrás também, não podemos sofrer o golo que sofremos contra o Rio Ave no último minuto. Não podes sofrer o golo como sofremos contra o Santa Clara em casa também. Portanto, há vetores da atitude, daquela urgência, daquele quase pânico de não perder pontos. Eu utilizei uma expressão com os jogadores: se alguém te telefonar a dizer que estão a assaltar a tua casa com a tua família lá dentro, quanto tempo é que demoras até casa? Voas! No futebol as equipas que jogam para objetivos importantes têm de ter esse tipo de urgência. Eu estou a ganhar 1-0 e o jogo vai acabar 1-0. Não vou sofrer um golo como nós sofremos. O golo que nós sofremos tem contornos ridículos. É uma equipa que não passa do meio-campo o jogo todo, que não faz um único remate à baliza com exceção de uma bola parada no último minuto da primeira parte onde eles fazem uma marcação rápida e nós estamos a dormir. Na segunda parte não passam da linha de meio-campo. O guarda-redes deles manda uma bola longa e nós temos três possibilidades de ganhar: a primeira, a segunda e a terceira. Perdemos a primeira, a segunda e a terceira. Amigo, põe a bola na bancada! Ganhas 1-0 e num jogo em que foste pobre, ganhaste. E as equipas que jogam para objetivos grandes têm de ganhar os jogos mesmo quando são pobres. Nós fomos pobres. Portanto, revejo-me na autocrítica de que tenho de ser mais eloquente com eles. E apesar de saber que tenho sido muitíssimo criticado — se calhar criticado é pouco, se calhar é atrocidade relativamente ao meu estilo de liderança — se houver algum treinador com 27 títulos que me queira criticar, eu aceito. Com menos de 26, acho que sou eu que estou certo.