FPF volta a responsabilizar Fernando Gomes por dívida de milhões
A reunião trimestral dos presidentes dos Órgãos Sociais da Federação Portuguesa de Futebol, realizada esta terça-feira, ficou marcada pela discussão de um pedido de liquidação por parte da Segurança Social de, pelo menos, 2.603.838 euros, relativos a contribuições em falta entre dezembro de 2021 e dezembro de 2022.
A FPF informa, em comunicado, que, «face aos esclarecimentos prestados pela Segurança Social e aos pareceres emitidos por juristas externos e independentes, os presidentes de todos os órgãos sociais manifestaram «total concordância com a decisão de proceder ao pagamento imediato dos valores reclamados».
A FPF informou ainda que a Presidente do Conselho Fiscal, Raquel Esperança, explicou que «no exercício das funções anteriormente desempenhadas como elemento externo de apoio às revisões trimestrais do Conselho Fiscal, não lhe foi concedido acesso, nem lhe foi solicitada qualquer apreciação, sobre o modelo contratual aplicável aos selecionadores nacionais ou às respetivas equipas técnicas».
A presidente do Conselho Fiscal frisou que a «negociação e definição do contrato em causa foram conduzidas exclusivamente» pelo então Presidente da FPF, Fernando Gomes. A questão prende-se com a polémica «arquitetura laboral» montada pela anterior administração para o pagamento à equipa técnica nacional, então liderada por Fernando Santos, através da empresa Femacosa.
Os órgãos sociais destacaram ainda a «responsabilidade de assegurar as melhores práticas de gestão», de «prosseguir as melhores práticas de gestão» e de assumir «um papel de referência na defesa dos princípios de transparência, rigor e responsabilidade».