Fontelas Gomes
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FPF quer entidade externa da arbitragem a funcionar em 2029/30

Grupo de trabalho já se reuniu por duas vezes, tem o cronograma traçado para os próximos três anos e é liderado por José Fontelas Gomes

A Federação Portuguesa de Futebol criou um grupo de trabalho para, durante os próximos três anos, tornar possível o modelo para uma entidade externa gerir a arbitragem do futebol profissional em Portugal. O objetivo é aplicar o modelo a partir da época 2029/30.

Esse grupo de trabalho, denominado Entidade de Gestão da Arbitragem Profissional (EGAP), é liderado por José Fontelas Gomes (vice-presidente da FPF e ex-presidente do Conselho de Arbitragem) e já se reuniu por duas vezes.

Dele fazem parte também representantes do Conselho de Arbitragem, da Liga Portugal, da APAF e de Associações Distritais e Regionais.

Segundo o cronograma estabelecido para o funcionamento da EGAP, durante esta época será definido o modelo de funcionamento.

Já na próxima temporada, a ideia é que sejam discutidas as alterações legislativas necessárias à sua implementação, nomeadamente na Lei de Base do Sistema Desportivo, no Regime Jurídico das Federações Desportivas e nos Regulamentos da Federação Portuguesa de Futebol e da Liga Portugal.

Em 2028/2029, objetivo é entrar na fase de implementação operacional. Assim sendo, no final de junho de 2029 essa entidade deverá estar preparada para entrar em plenas funções na gestão da arbitragem profissional do futebol português a partir da época 2029/30.

A intenção da FPF é ter um modelo de gestão da arbitragem semelhante ao da Premier League, com a PGMOL (Professional Game Match Officials Limited), um organismo independente que gere as principais competições profissionais.

Tal como a PGMOL, o objetivo é ter uma estrutura dedicada exclusivamente à arbitragem, com profissionalização dos quadros, especialização funcional, investimento em desenvolvimento técnico e autonomia operacional.

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