FAX projeta reformas estruturais e celebra evolução técnica no Zonal A
Durante o encerramento do Campeonato Nacional Zonal A, a Federação Angolana de Xadrez (FAX) deixou claro que o caminho para o sucesso internacional passa por duas frentes: o rigor técnico no tabuleiro e uma reorganização profunda fora dele.
Representando a Direção da federação, Gabriel Boaventura, vice-presidente para a Área de Administração e Finanças, não poupou elogios à organização da Associação Provincial de Luanda (APXL), mas focou o seu discurso no futuro. Para o dirigente, o nível de precisão visto nas partidas desta edição prova que o talento nacional está pronto para voos mais altos, desde que a estrutura de apoio acompanhe esse talento.
Uma das grandes novidades desta edição foi a implementação de um pacote de prémios pecuniários, uma estratégia da FAX para profissionalizar e motivar os atletas. Segundo Boaventura, o impacto foi imediato: a competitividade subiu e a dedicação dos jogadores refletiu-se na qualidade das jogadas, com vários xadrezistas a demonstrarem potencial para integrar as seleções nacionais em palcos continentais.
Apesar do otimismo, o diagnóstico da FAX aponta para um desafio antigo: as assimetrias regionais. Para equilibrar o nível de jogo entre as províncias, a federação estuda uma reforma no modelo das zonas de desenvolvimento. «A ideia é alinhar o xadrez ao modelo do desporto escolar, dividindo o país em três ou cinco zonas estratégicas,» explicou Gabriel Boaventura.