Farense empata com Belenenses no Restelo e continua na Liga 2
O Farense mantém-se na Liga 2, depois de ter empatado (0-0) no Restelo, com o Belenenses, beneficiando do triunfo (1-0) em casa na primeira mão do play-off. Os algarvios, de José Faria, respiram de alívio, enquanto o Belenenses cai pelo segundo ano seguido no play-off.
Os azuis do Restelo entraram melhor, empurrados por uma grande moldura humana, e tiveram a primeira aproximação com relativo perigo aos 4’. Contudo, foi aos 9’ que apareceu a primeira finalização com Bruninho a atirar por cima das redes de Brian Araújo. Do outro lado, Rúben Fernandes cabeceou sem perigo, aos 14’, na sequência de um livre da direita do ataque algarvio.
Aos 20’, eis a primeira grande oportunidade do jogo. Leonardo Oliveira atirou para uma grande defesa de Guilherme Oliveira. O guarda-redes da equipa da casa voltou a estar em evidência aos 32’, impedindo que o remate de fora da área de André Candeias entrasse na baliza.
Aos 36’, momento de suspense no Restelo com o Belenenses a beneficiar de um livre em zona perigosa. Ainda assim, o pontapé de Bruninho saiu fora do alvo. Os comandados de Gonçalo Brandão cresceram com o aproximar do intervalo. Tiago Morgado, aos 45+1’, rematou à figura na sequência de um livre e Diogo Leitão, aos 45+3’, cabeceou por cima.
O segundo tempo começou com o Belenenses a tomar conta do jogo e o Farense a abdicar da bola. O encontro entrava numa parte mais dura, com duelos acesos entre os jogadores. A primeira grande oportunidade da segunda parte surgiu aos 69'. Depois de uma jogada bem construída pela esquerda, Gastão atirou muito perto do poste esquerdo da baliza do Farense. A bola passou a rasar o poste. Aos 71', Diogo Paulo conduziu a bola e rematou por cima.
Aos 85', o Farense quase gelou o Restelo. André Candeias encontrou Alex Pinto, que rematou rasteiro junto ao poste esquerdo de Guilherme Oliveira. Na outra área, dois minutos depois, Afonso Valente viu o seu remate ser intercetado.
Apesar da insistência dos azuis do Restelo, o Farense agarrou-se à vantagem que trazia da primeira mão e conseguiu segurar o nulo, continuando na Liga 2. Por outro lado, o Belenenses caiu pelo segundo ano seguido no play-off.
«Foi um jogo bem conseguido da nossa parte. Acabámos o jogo por cima, tentámos tudo para conseguir o golo. Faltou definição. O processo está lá e a base tem de ser esta. A eliminatória ficou resolvida num lance de bola parada. Pecámos pela pouca eficácia que tivemos. Os jogadores fizeram tudo o que estava ao seu alcance. Fomos superiores a uma equipa que no ano passado estava na Primeira Liga. Triste, magoado e chateado, mas orgulhoso. O balneário está destroçado. Tínhamos a convicção de que íamos conseguir. Vamos começar a pensar na próxima época»
«Entramos fortes no jogo. Sabíamos que a questão do vento podia condicionar. Tentámos jogar com isso. Sabíamos naquilo em que o Belenenses era forte. Foi quase o jogo do gato e do rato. Conheço muitos jogadores que estão no Belenenses. Empurrámos o Belenenses para trás. Depois, foi juntar as linhas, o Belenenses a arriscar e nós a segurar o bloco. Só quem não está atento é que não percebe a dimensão de Farense e Belenenses. É mais fácil para nós jogar fora do que em casa. Estávamos preparados para tudo. Sinto que hoje temos uma equipa. O Farense tem de estar nos escalões profissionais. Estou feliz e realizado. O Farense foi o maior desafio da minha vida»
Notícia atualizada às 23.43 horas com declarações dos treinadores