Famalicão: há na Vila Nova uma rampa de luxo para as seleções
O trabalho desenvolvido na formação e no recrutamento do Famalicão voltou a dar frutos ao mais alto nível do futebol internacional.
A estreia absoluta de Umar Abubakar pela seleção principal da Nigéria é o mais recente capítulo de uma estratégia desportiva consolidada: sob a gestão da atual SAD, a Vila Nova de Famalicão transformou-se numa rampa de lançamento e num ecrã de valorização para atletas com ambição de representarem as respetivas nações.
A chamada de Abubakar às Super Águias — jogou 45 minutos no 3-3 com a Rússia — junta-se a uma lista cada vez mais recheada de futebolistas que alcançaram a primeira internacionalização A precisamente enquanto vestiam a camisola famalicense.
O caso do avançado nigeriano segue as pegadas de nomes como Alex Dobre, que se estreou pela Roménia após destacar-se ao serviço do clube, Zaydou Youssouf, que deu o salto para as Comores, e David Tavares, que carimbou a sua primeira presença na equipa principal de Cabo Verde durante a sua passagem pela Vila Nova.
Além de servir como viveiro para estreantes, o contexto competitivo e o modelo de desenvolvimento do Famalicão têm demonstrado uma capacidade invulgar para reabilitar e projetar carreiras ao mais alto nível.
Vários foram os atletas que encontraram no clube o trampolim ideal para regressarem às opções das respetivas seleções nacionais após períodos de interregno ou menor fulgor nas suas carreiras.
São disso exemplo o médio Pelé, que voltou a ser chamado à seleção da Guiné-Bissau, o avançado Jhonder Cádiz, que reconquistou o seu espaço na seleção da Venezuela através dos golos apontados no campeonato português, o central Jair Realpe, retornado às convocatórias do Equador, e o médio Mirko Topić, que se afirmou novamente nas opções da Sérvia.
A internacionalização de Abubakar reafirma a Vila Nova como porto seguro para o talento jovem, onde o rendimento individual e o crescimento coletivo andam de mãos dadas rumo ao palco mundial.