Sorriso cumpre a quarta temporada ao serviço do Famalicão e é já uma das principais referências dos minhotos
Sorriso cumpre a quarta temporada ao serviço do Famalicão e é já uma das principais referências dos minhotos
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Sorriso: «Qualificação europeia ou vencer uma taça? Título é título»

Extremo brasileiro lamenta o facto de o Famalicão não estar a disputar uma prova internacional como o 5.º lugar da época passada permitiria — 'culpa' do Torreense, que venceu a prova rainha —, mas assume que gostaria muito de conquistar o 'caneco'. Da recusa inicial em trocar o Bragantino pelo Vila Nova ao encantamento pelo que tem vivido. Elogios ao presidente e crença em Carvalhal. Seleção do Brasil está na lista de objetivos

Tendo chegado a Famalicão a meio da época 2023/24, o extremo canarinho já conhece todos os cantos à casa e é uma das referências dos minhotos. O futuro é risonho, projeta, em entrevista exclusiva a A BOLA.

— Chegou ao Famalicão há três anos e meio, para a primeira experiência fora do Brasil. O que o motivou a aceitar o desafio?

— Para falar a verdade, quando soube do interesse disse que não queria vir. Estava habituado ao Bragantino, morava em São Paulo e estava bem. Não procurava outros desafios. Tinha feito uma temporada muito boa lá e estava a ter muitas oportunidades. Mas depois houve mais uma reunião e o meu agente disse-me que ia ser bom para mim. Apresentou-me o projeto do clube, a estrutura, e eu tomei a decisão de vir para cá.

— Estou a falar com Marcos Vinícius Lopes Moura. Porquê Sorriso?

— [risos] É uma história muito engraçada e que vem do Juventude, o clube onde me formei e ao serviço do qual cheguei a profissional. Morava lá com os meus colegas, era muito extrovertido e colocaram-me a alcunha de dentinho. Mas como estava sempre a rir-me, começaram a chamar-me Sorriso e ficou. Subi a profissional com o nome de Marcos Vinícius, mas houve um diretor no Juventude que me disse que se ficasse com o nome de Sorriso iria ser muito bom. E acabou por ficar até aos dias de hoje.

— Tem marca registada no clube: 87 jogos, 17 golos e 11 assistências. É a melhor fase da sua carreira?

­— Sinto, sim. Cheguei aqui e era um mundo novo, completamente diferente do Brasil, mas senti-me logo em casa e isso ajudou muito ao que tenho vindo a conseguir. Agradeço a todas as pessoas do clube que me têm ajudado.

— O projeto do Famalicão tem sido bastante elogiado. Méritos?

— Quando cheguei, o capitão era o Riccieli e disse-me que a estrutura estava a mudar. O mérito é do presidente, que tem escolhido as pessoas certas para o clube crescer.

— A inédita qualificação europeia esteve a um passo de ser concretizada, na época passada. Vocês fizeram a vossa parte, terminando o campeonato no 5.º lugar, mas a Taça de Portugal ganha pelo Torreense impediu que o Famalicão disputasse as provas internacionais. Como lidaram com esse momento?

— Ficámos um pouco desapontados. Foi ver o trabalho de uma época cair por terra com uma situação que não conseguimos controlar. Fizemos uma grande época, com o maior número de pontos da história do Famalicão e isso foi um reconhecimento do trabalho que fizemos. Essa situação não dependia de nós, não controlámos.

— Esta temporada começou de forma intermitente, mas, entretanto, a equipa parece estar a embalar. Será mais uma grande campanha?

­— Na época passada, com a chegada do mister Hugo [Oliveira] também tivemos uma adaptação. Aconteceu isso agora com o mister Carvalhal. São fases de adaptação. Conseguimos esta vitória no Nacional, a paragem foi boa para acertarmos outras coisas e agora é só dar continuidade a este trabalho.

— Se pudesse escolher... Famalicão nas competições europeias ou a vencer uma taça em Portugal?

— Quero levantar a taça, colocar o nome na história do clube. Título é título. Preferência por uma das taças? A Taça de Portugal, claro.

Seleção do Brasil? «Tudo é possível»

Nascido e criado no Juventude, Sorriso destacou-se, depois, no Bragantino, clube que serviu durante dois anos e pelo qual contabilizou 92 jogos, 11 golos e quatro assistências. Os números e as exibições despertaram a cobiça do Famalicão, que depois de garantir o seu concurso por empréstimo, avançou mesmo para a compra do passe (tem contrato até 2029).

A brilhar na Europa, o camisola 7, agora com 25 anos, assume a ambição de jogar pela seleção do Brasil. «Tudo é possível. Trabalho todos os dias para melhorar. Sei que trabalhando e ajudando o Famalicão, com golos e assistências, posso chegar lá. Como tal, dou o meu melhor todos os dias para conseguir chegar à seleção brasileira», assume.

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