Joaquim Granger com o Secretário de Estado do Desporto Pedro Dias, numa recente homenagem feita na Faculdade de Motricidade Humana      Fotografia FMH
Joaquim Granger com o Secretário de Estado do Desporto Pedro Dias, numa recente homenagem feita na Faculdade de Motricidade Humana Fotografia FMH

Faleceu o mais antigo olímpico português

Joaquim Granger fez parte da primeira equipa de ginástica artística masculina que participou nos Jogos de Helsínquia-1952

O desporto nacional perdeu, esta sexta-feira, o seu mais antigo atleta olímpico, Joaquim Granger, aos 97 anos. O último sobrevivente da histórica equipa pioneira de ginástica artística masculina que representou o País nos Jogos de Helsínquia-1952, deixando um legado que se confunde com a própria história da educação física no país.

Granger foi um dos cinco ginastas que, pela primeira vez, levou as cores nacionais aos aparelhos olímpicos. Numa época em que o amadorismo era a regra e o apoio técnico escasso, a sua participação na Finlândia — onde competiu no concurso completo e obteve a sua melhor marca em salto de cavalo — ajudou a abriu as portas para as gerações seguintes da modalidade.

Para além do palco olímpico, a sua marca no desporto foi abrangente e administrativa. Como aluno da primeira geração do antigo INEF (atual Faculdade de Motricidade Humana), onde foi o 15.ª aluno da instituição, Granger dedicou a vida ao ensino. Foi Diretor do Estádio Nacional e lecionou também no Sport Algés e Dafundo e no Lisboa Ginásio Clube, onde ajudou a formar centenas de atletas e por quem foi olímpico.

A sua partida marca o fim de uma era para o movimento olímpico em Portugal.

À família enlutada, amigos, como aos clubes e instituições de ensino por onde passou, A BOLA apresenta as mais sinceras condolências.