Ex-Sporting confessa: «Champions foi especial, mas subir com o clube da terra…»
Quando terminar a carreira e olhar para trás, Jesé Rodriguez vai perceber que foi sempre com os ares de casa que o seu futebol viveu melhores dias.
O extremo que teve uma passagem sem grandes recordações pelo Sporting deixou bem cedo a ilha de Las Palmas, vive neste momento a terceira passagem pelo clube que leva o nome da ilha que é capital do arquipélago das Canárias.
E mais uma vez está a render. Algo que não tem sido recorrente na carreira de um extremo outrora promissor, que falhou em vários campeonatos ao longo da carreira: França, Inglaterra, Portugal, Itália, Turquia, Brasil e até… Malásia.
Bem longe estão os tempos em que brilhava no Real Madrid, clube que o foi buscar à ilha logo aos 14 anos e que o fez viver os momentos mais glorioso da carreira, com a conquista de um campeonato espanhol, duas Ligas dos Campeões, ou um campeonato do Mundo de Clubes.
Mas falta-lhe um título que muito deseja: a subida da segunda divisão espanhola… com o Las Palmas.
Foi isso mesmo que o extremo de 33 anos assumiu em entrevista ao AS, quando questionado se preferia as Champions que ganhou ou subir esta época com o Las Palmas, que ocupa o 6.º lugar, o último de acesso ao play-off de subida, mas estando apenas a quatro pontos do 2.º lugar.
«É complicado escolher. São títulos diferentes. Ganhar a Champions, como fiz com o Real Madrid, também é o sonho de qualquer futebolista. Eu tive a sorte e o privilégio de o conseguir. Mas subir à La Liga com o clube da terra, que vejo desde criança, quando o meu pai me levava ao estádio… Sei o quão importante pode ser para uma pessoa daqui», declarou.
Nesse sentido, Jesé não esconde que seria o coroar de uma carreira conseguir esse feito.
«Estou muito motivado. Acho que seria um grande prémio para mim depois de muitos anos a lutar por alguma estabilidade e por disfrutar do futebol. Esta foi sempre a minha casa», resumiu.
O jogador de 33 anos leva seis golos e duas assistências em 19 jogos e tem-se assumido como uma das figuras da equipa, não só pelo que joga, mas pelo exemplo que dá, algo que garante não ser forçado.
«Não tento ser líder, apenas luto para que lutemos todos pelo mesmo objetivo. Cada um transmite as coisas como quer e a mim é algo que me sai do coração», nota.