Selecionador nacional de basquetebol, Mário Gomes, analisa a derrota frente à Roménia (foto FIBA)

«Equipa que sofre mais de 100 pontos quase nunca ganha a este nível»

Selecionador nacional de basquetebol, Mário Gomes, lamenta «sucessão de erros defensivos, do início ao fim» do jogo com a Roménia, que ditaram a derrota de Portugal na fase de qualificação para o Mundial de 2027

O selecionador nacional de basquetebol, Mário Gomes, considerou que a derrota de Portugal frente à Roménia (101-96), esta segunda-feira, ficou dever-se à fraca exibição defensiva da equipa. Apesar do desaire, o objetivo de qualificação para o Mundial de 2027 continua a depender apenas dos linces.

Mário Gomes foi claro na análise à partida: «Uma equipa que sofre mais de 100 pontos quase nunca ganha, a este nível». O técnico lamentou a «sucessão de erros do princípio ao fim», sublinhando que a equipa não defendeu «como equipa» e que «não defender, é sinónimo de derrota».

Este foi, de resto, o pior registo defensivo da seleção sob o comando de Mário Gomes, que está no cargo desde julho de 2017. O anterior máximo de pontos sofridos remontava a 2019, numa derrota por 68-96 na Islândia.

O selecionador reconheceu também o mérito da equipa romena, destacando a eficácia de Daron Russell e Mahai Maciuca, que, em conjunto, converteram 13 dos 18 triplos tentados, algo que «só acontece de vez em quando». Ainda assim, Gomes foi perentório: «Não fizemos o nosso trabalho na defesa e só podemos queixar-nos de nós próprios».

Com esta derrota, Portugal falhou a oportunidade de garantir desde já a passagem à segunda fase de qualificação e perdeu a liderança do Grupo B para a Grécia, que venceu no Montenegro por 79-65. No entanto, o selecionador assegurou que «os objetivos mantêm-se intactos».

«Só dependemos de nós para conseguir o apuramento, sendo que precisamos de ganhar um dos dois últimos jogos para não termos de contar com outros resultados», explicou Mário Gomes, referindo-se aos próximos compromissos, agendados para julho, em casa com o Montenegro e fora com a Grécia.

Para esses jogos decisivos, o técnico espera poder contar com o poste Neemias Queta, que recentemente estabeleceu um novo recorde de carreira na NBA com 27 pontos e 17 ressaltos. «Com ele na equipa, as coisas são muito diferentes, até porque nenhuma seleção do mundo pode prescindir do seu melhor jogador», afirmou.

A presença do jogador português dependerá, segundo Mário Gomes, «de como a época correr». O selecionador acrescentou ainda uma nota sobre o seu próprio futuro, lembrando as próximas eleições na Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB). «Nem sequer sei se em julho vou ser o selecionar, pois o meu compromisso é com a atual direção, mas, seja com quem for, ter ou não ter Neemias é muito diferente», concluiu.