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Entre vitória, lesão e paludismo: Beto Bianchi antevê ciclo exigente no Wiliete

A Liga United Girabola começou da melhor forma para o Wiliete de Benguela, mas o técnico Beto Bianchi mantém os pés bem assentes na terra

Em conferência de imprensa após o triunfo sobre a Académica do Lobito, por 2-0, o treinador manifestou-se satisfeito com o resultado "bastante trabalhado", destacando que a equipa conseguiu controlar a partida sem sofrer grandes sobressaltos defensivos, embora admita que o placar poderia ter sido mais dilatado devido às oportunidades criadas.

​"Começar a época a vencer é fundamental, mas, sinceramente, ainda temos de melhorar muito em vários aspetos. É natural neste início de temporada faltar um pouco mais de precisão no passe e a tranquilidade necessária para gerir o jogo", destacou o hispano-brasileiro.

Para além das questões táticas, Bianchi abordou a complexidade de gerir um plantel em constante adaptação, revelando contratempos de saúde e lesões que influenciam as suas escolhas. É o caso de Goiano, que se encontra afastado devido a um quadro de paludismo (malária), o que tem forçado alterações pontuais na equipa.

​O treinador enfatizou que a sua missão vai muito além de escolher nomes: trata-se de alinhar perfis complementares dentro de campo — garantindo, por exemplo, o equilíbrio entre defesas com ritmos diferentes ou médios de caraterísticas mais defensivas e criativas. "A semana é longa e os problemas surgem. O treinador é apenas um gestor; são os jogadores que ganham o seu lugar com o trabalho diário", afirmou.

Sobre a baliza, o técnico elogiou o nível dos seus três guarda-redes, justificando as opções recentes entre Naylan e Beny e antecipando que as rotações serão inevitáveis nas próximas jornadas. Com uma sequência exigente de jogos e viagens para os próximos 15 dias, Beto Bianchi deixou o aviso: o desgaste físico vai exigir o contributo de todo o grupo de trabalho.

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