Iaquinta tem sido uma máquina de fazer golos pelo Sacavenense. Foto: D.R,

Chamam-lhe Iaquinta, já dormiu no estádio e quer ser campeão: «Nunca mais vou sair»

Avançado apresenta números sensacionais – 18 golos em 18 jogos na presente época e 50 golos nas últimas 49 partidas que disputou! Faz jura de fidelidade ao clube que representa e chegou a pernoitar no estádio. Promete oferecer-lhe o título distrital

Na principal distrital lisboeta reside um dos principais artilheiros do futebol nacional – Malam Fati contabiliza sensacionais 50 golos nos últimos 49 jogos (!) que disputou sendo que, na presente temporada, acumula 18 tentos em 18 partidas pelo Sacavenense, atual vice-líder da 1.ª Divisão da AF Lisboa.

Apesar de o seu ídolo ser Pedro Mantorras, todos o conhecem por Iaquinta e, tal como Vincenzo Iaquinta, internacional italiano que notabilizou esse apelido, o guineense ambiciona ser o melhor marcador – lidera essa classificação, com 11 golos – e conduzir o Sacavenense à subida ao Campeonato de Portugal como… campeão distrital.

Pelo emblema de Sacavém só sente muito carinho e gratidão. Até chegou a pernoitar no estádio, numa camarata destinada ao efeito, entre 2017 e 2021 e apenas com uma curta interrupção, quando deixou o clube em agosto de 2019 para regressar meio ano mais tarde.

O Sacavenense para mim não é um clube - é uma casa

«O Sacavenense para mim não é um clube - é uma casa, é o clube do meu coração, é o clube da minha vida, claro. Reconheço a minha trajetória desde que cheguei a Portugal, e a importância de ter este clube na minha vida, graças a Deus. É um clube ao qual agradeço e às pessoas que diretamente me convidaram para fazer parte do clube, desta família do Sacavenense», vinca, agradecido.

Chamam-me 'Iaquinta do Sacavenense' porque muita gente diz que nunca mais vou sair do clube. É mais que uma ligação...

A ligação já conta seis épocas e meia - pelo meio, apenas conheceu meia época pelo Benfica Castelo Branco e duas temporadas no Serpa – que, com naturalidade, passou a ser familiar e promete prolongar-se. «Hoje em dia as pessoas chamam-me Iaquinta do Sacavenense, porque muita gente diz que nunca mais vou sair do clube. É mais que uma ligação, o amor e o carinho que tenho pelo clube é muito grande», confessa o avançado de 30 anos, que sonha conduzir o Sacavenense ao terceiro título de campeão distrital da AF Lisboa, prova que não conquista há 16 anos, e garantir o regresso aos campeonatos nacionais quatro anos após ter sido despromovido.