Lenda do Benfica até foi levada em ombros pelos adeptos do Aarhus
José Augusto leva mais de 65 anos a entusiasmar os benfiquistas: desde as gloriosas e inesquecíveis noites europeias de 1960/61 e 1961/62, aos também sempre apaixonantes, para o universo encarnado, serões dos Galardões Cosme Damião.
O bicampeão europeu pelo Benfica continua (no alto dos 89 anos) a emocionar os adeptos com o famoso grito: «E viva o Benfica!»
Esta é a expressão máxima de quem vive e, mais do que isso, é o clube. Que o diga aquela noite de 30 de março de 1961, em que, depois do triunfo (3-1) em Lisboa, as águias venceram o Aarhus (4-1), carimbando a passagem às meias finais da Taça dos Campeões Europeus, que viriam mesmo a erguer, diante do Barcelona (3-2).
José Augusto marcou dois golos na Dinamarca (os restantes foram apontados por José Águas e Santana) e saiu do campo levado em ombros pelos adeptos do... Aarhus — num momento épico, só ao alcance dos mais notáveis.
Reza a lenda que nesse dia terá havido dinamarqueses a soltar não só o famoso «e viva o Benfica!», mas, sobretudo, o original... «e viva José Agusuto!»