Angola domina Taça do Mundo de MMA e termina com 29 medalhas
Angola fez valer o factor casa e terminou em primeiro lugar a Taça do Mundo de Artes Marciais Mistas (MMA), o Angola Dipanda Open World Cup 2026, que terminou no Pavilhão Multiusos do Kilamba, em Luanda. As seleções nacionais seniores, em masculinos e femininos, conquistaram 29 medalhas, nove de ouro, 14 de prata e seis de bronze. Um registo que deixou para trás as restantes delegações de uma competição que reuniu atletas de perto de 20 países.
A África do Sul ficou no segundo lugar, com duas medalhas de ouro, enquanto o Paquistão fechou o pódio com um título. Entre os países participantes estiveram também a Zâmbia, a Índia, a República Democrática do Congo, o Congo, a Mongólia, Portugal, o Peru, o Gana, o Brasil e o Uruguai.
Os campeões angolanos foram Elfran Marques (-93 kg), Ntoto de Castro (-62 kg), Bruno Capingalã (-70 kg), Georgino Futi (-79 kg), Quengo Monteiro (88 kg), Jacob Simão (-97 kg), Maria Liberal (-61 kg), Elizabeth Salvador (-65 kg) e Meneza Vascos (74 kg).Um dos momentos mais marcantes da competição foi a final dos 93 kg, que colocou frente a frente dois angolanos. Elfran Marques levou a melhor sobre Roberto José por nocaute técnico, num combate que prendeu o pouco público do princípio ao fim. Também em duelo caseiro, Ntoto de Castro superou Cessomaro Fonseca na final dos 62 kg, e Quengo Monteiro venceu Filomeno Silva nos 88 kg.Nos +97 kg, Hélder Manuel perdeu o ouro para o congolês Objakhous Molma, e Etiandro Conceição cedeu nos 56 kg frente ao zambiano Mitinta Muenne. Euclides Chitata foi derrotado pelo sul-africano John James nos 65 kg, e José Paixão perdeu com o ganês Daniel Wadieh nos 74 kg.
Nota negativa:: desde o arranque da competição, a afluência de público foi fraca. No sábado, apenas cerca de 200 espetadores marcaram presença num pavilhão com capacidade para mais de 12 mil pessoas, deixando aos próprios atletas e às equipas técnicas o papel de animar os combates. A eventual pouca divulgação do evento pode ter estado na base, num contraste evidente com o Campeonato Africano de Abril, disputado na Cidadela Desportiva, que teve maior adesão.
Com a qualificação garantida para muitos dos seus atletas, Angola vira agora as baterias para a Geórgia, onde espera confirmar, em Novembro, o bom momento das artes marciais mistas no país.