Carlos Alcaraz ganhou o segundo Laureus, depois da revelação em 2023. Foto Laureus
Carlos Alcaraz ganhou o segundo Laureus, depois da revelação em 2023. Foto Laureus

Alcaraz admite falhar Roland Garros

Espanhol recebeu o prémio Laureus e revelou que continua a recuperação do pulso, sem conseguir confirmar que estará recuperado a tempo de disputar o segundo Grand Slam da temporada, Roland Garros, e defender o troféu do ano passado

A pouco mais de um mês do início de Roland Garros, o cenário para Carlos Alcaraz é de dúvida e cautela. À margem da gala dos Prémios Laureus, onde foi distinguido como Desportista Mundial do Ano, o jovem fenómeno espanhol falou abertamente sobre a lesão no antebraço direito que o obrigou a desistir de Barcelona e do Masters 1000 de Madrid. Perante a pergunta inevitável sobre as probabilidades de estar em Paris para defender a Taça dos Mosqueteiros, Alcaraz foi taxativo: «Não sei dizer nenhuma percentagem».

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O tenista revelou que será submetido a um teste clínico decisivo nos próximos dias, após cumprir uma semana de repouso absoluto. «É um teste para ver como correu o repouso. A partir daí, decidiremos» explicou Alcaraz, sublinhando que o foco é agora a recuperação e não a pressa do calendário.

Apesar da importância simbólica de Roland Garros, onde Alcaraz defende o título conquistado em 2025, o número dois mundial recusa colocar o prestígio imediato acima da saúde a longo prazo.

«Forçar neste Roland Garros pode prejudicar-me muito para os torneios futuros», admitiu o atleta de 22 anos. «Tenho uma carreira muito longa pela frente, se Deus quiser. Prefiro voltar um pouco mais tarde, mas muito bem, do que voltar cedo, à pressa e mal. Temos de nos cuidar se queremos que a carreira seja longa.»

A incerteza quanto a Paris surge após o duro golpe de ter de abdicar dos torneios em Espanha, momentos que o tenista afirma esperar o ano inteiro. Alcaraz confessou que «dói muitíssimo» não poder jogar perante o seu público em Barcelona e Madrid, mas encara estes percalços com a maturidade de quem já aprendeu a lidar com a pressão mediática e física.

«Sou uma pessoa totalmente diferente desde o meu primeiro US Open. Aprendi muito mais com os momentos difíceis e as lesões do que com as vitórias», afirmou, reforçando que o seu objetivo atual é «voltar a focar no caminho correto» e garantir que a dor não se torne um problema crónico que hipoteque as próximas temporadas.

Enquanto o mundo do ténis aguarda pelos resultados dos exames médicos, Carlitos assume que o regresso só acontecerá quando o corpo permitir o «100%». Para já, a defesa do título em Roland Garros permanece com um ponto de interrogação.