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Ainda o polémico Croácia-Portugal: «A FIFA deixou de proteger o futebol»
Stipe Pletikosa, diretor técnico da Federação Croata de Futebol (HNS), revelou que a FIFA ainda não respondeu a uma carta de protesto realcionada com decisões de arbitragem controversas na derrota (1-2) da Croácia com Portugal nos 16 avos do Mundial 2026.
A federação croata formalizou uma queixa após o polémico golo anulado a Gvardiol contra Portugal, que Pletikosa considera ter contribuído para a eliminação «injusta» da Croácia. «Assumimos uma posição oficial e, logo no dia seguinte ao incidente no jogo com Portugal, o presidente Kustic enviou uma carta dura à FIFA, a solicitar acesso à comunicação do VAR sobre aquele famoso chip. Até hoje, ainda não recebemos resposta», afirmou o dirigente, à televisão croata RTL.
Gvardiol tinha feito aquele seria o 2-2 no encontro ao minuto 90+12, mas o lance foi anulado por fora de jogo do assistente Mario Pasalic, só porque Matanovic terá tocado, muito ao de leve, na bola, levando à posição irregular do colega. A HNS protestou essa decisão, tal como protestou com o protocolo utilizado pelo VAR para assinalar o penálti sobre Renato Veiga, que resultou, na altura, no golo do empate de Cristiano Ronaldo.
Assim, na ausência de respostas da FIFA, Pletikosa não poupou nas críticas, acusando o organismo de já não proteger o jogo. «A FIFA, pela primeira vez, deixou de proteger o futebol. Teve períodos melhores e mais sombrios, mas o jogo sempre foi protegido», lamentou, antes de concluir com um número de críticas contundentes.
«Não falo dos árbitros, eles vão sempre cometer erros, isso é uma parte normal e integrante do jogo. Mas a pausa para hidratação, os chips, os 18 minutos de intervalo no jogo Croácia-Inglaterra... isto foi tão longe que o jogo já não é protegido. Surpreende-me que as pessoas que lá trabalham, e que deveriam reconhecer as situações e proteger o jogo, não reajam de todo», atirou.
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