Agora é a valer: Sporting com reforço de peso para atacar o E. Amadora
Foram 124 dias de longa espera, de resiliência e trabalho silencioso. Mas o calvário chegou ao fim e Quenda está finalmente pronto para regressar à competição e ser um dos ‘reforços’ mais importantes numa fase crítica da temporada, onde se vão jogar todas as decisões. Ao que A BOLA apurou, o extremo de 18 anos já recebeu luz verde do departamento médico para ser reintegrado na competição já este sábado, na Reboleira, com o Estrela da Amadora, jogo marcado para as 20h30.
A última vez que os adeptos viram Quenda em ação foi a 5 de dezembro do ano passado, na Luz. O que se esperava ser uma noite de afirmação do jovem leão num dérbi acabou em pesadelo, com uma lesão grave — fratura do quinto metatarso do pé direito — que obrigou a uma paragem superior a quatro meses. Pelo meio, uma estadia prolongada em Londres, nas instalações do Chelsea — clube que garantiu o seu passe no verão passado por 50 milhões de euros. Com a supervisão direta dos especialistas dos Blues, Quenda cumpriu um plano de recuperação rigoroso, focado em devolver-lhe a explosividade que o tornou um dos alvos mais cobiçados da Europa.
Quenda regressou à Academia Cristiano Ronaldo no passado dia 31 de março. Desde então, passaram nove dias de trabalho intenso e integrado com o grupo. A tentação de o lançar precocemente foi real: esteve, de resto, como A BOLA adiantou, em cima da mesa para os jogos contra o Alverca e na receção ao Arsenal. No entanto, numa decisão tomada em total sintonia entre a estrutura técnica e o próprio jogador, entendeu-se que o ritmo competitivo deveria ser adquirido de forma gradual, evitando recaídas num momento em que o calendário não perdoa.
ANTECÂMARA PARA O DUELO EM LONDRES
O jogo frente ao Estrela da Amadora é o teste ideal. A ideia de Rui Borges passa por dar minutos ao camisola 7, permitindo-lhe sentir o relvado e a pressão do jogo. Um regresso que servirá de antecâmara para a ‘missão Londres’, com o duelo da segunda mão com o Arsenal, de quarta-feira, onde Quenda terá a missão de tentar desbloquear o bloco defensivo de Mikel Arteta.
Com o título nacional e o sonho europeu vivo, a reintegração de Quenda é vista internamente como determinante para atingir todos os objetivos. Sobretudo numa altura em que encontrará um plantel desgastado pela densidade competitiva no qual poderá adicionar verticalidade e imprevisibilidade. Além, claro de está, de permitir uma outra gestão a Geny Catamo, ala moçambicano que não tem tido descanso desde a lesão de Quenda…