Hélder Malheiro foi o árbitro da final da Taça da Liga - Foto: Miguel Nunes
Hélder Malheiro foi o árbitro da final da Taça da Liga - Foto: Miguel Nunes

A decisão nos dois lances capitais: análise de Pedro Henriques ao V. Guimarães-SC Braga

Num jogo muito intenso (seis amarelos e dois vermelhos), primeiro o VAR, e depois o árbitro, estiveram bem nos penáltis assinalados.

Hélder Malheiro foi o árbitro da final da Allianz Cup. A auxiliá-lo estiveram Gonçalo Freire e Hugo Ribeiro. O 4.º árbitro foi Miguel Nogueira e no VAR e AVAR estiveram João Bento e Carlos Campos, respetivamente.

10’ João Moutinho vem por trás e carrega e derruba Gonçalo Nogueira, cortando desta forma uma saída em contra-ataque com o único objetivo de parar/destruir a jogada, uma infração enquadrada nas faltas táticas, passível de cartão amarelo.

15’ Sem bola. Cartão amarelo bem mostrado a João Mendes por, sem o esférico estar no local, por trás e em corrida, agarrar e puxar a mão/braço de Rodrigo Zalazar. O árbitro não viu, mas recebeu a indicação pelo auricular do Assistente que acompanhava a jogada.

Positivo
O árbitro e os seus assistentes, a excelente intervenção do VAR, e as poucas faltas (24) num dérbi de alta rotação.
Negativo
A regra do capitão que não passa do papel. Há sempre muitos jogadores em torno do árbitro e os bancos que não ajudam.

27’ Sem penálti. Após o ressalto da bola no joelho direito de Pau Victor, esta não tocou na mão esquerda de Beni, mas mesmo que houvesse esse toque, as repetições não são totalmente esclarecedoras, seria uma bola de perto, inesperada e de ressalto. Tudo legal.

35’ Florian Grillitsch com o seu pé direito de sola e com os pitons acabou por pisar o pé/tornozelo direito de Gonçalo Nogueira, uma entrada negligente passível de advertência (cartão amarelo) que o árbitro sancionou corretamente.

41’ Sem braço. Há um remate de Gonçalo Nogueira com o seu pé direito e a bola passa de raspão pelo cotovelo esquerdo de Vítor Carvalho, que tinha o braço todo puxado para trás das costas, e sem qualquer volumetria extra. Tudo legal e sem penálti.

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56’ Penálti. A bola vai do pé esquerdo à coxa direita de Nélson Oliveira e quando sobe é intercetada com a mão direita de Vítor Carvalho, que tinha o braço aberto esticado e que faz movimento deliberado. Bem o VAR em lance de penálti de TV, mas claro e óbvio.

67’ Contacto lateral. Pau Victor inclina-se para a direita para suster o contacto inevitável que existiu da perna esquerda e corpo de Abascal na direita do bracarense. Não há carga, empurrão ou rasteira, tudo legal e sem motivo para penálti confirmada pelo VAR.

88’ Cartão amarelo bem mostrado a Matija Mitrovic por uma entrada em tacle deslizante sobre Gabri Martínez, uma entrada negligente que por ter sido já perto da área, zona lateral, também cortou um ataque prometedor.

90’ Foram dados nove minutos de tempo extra, recuperação de tempo perdido, em função das seis paragens para substituições onde entraram nove jogadores, pelos dois golos, um dos quais com grande perda de tempo na comemoração, e pela ida do árbitro ao monitor para confirmar e validar o pontapé de penálti para o Vitória. Depois ainda tivemos ambos os guardiões no chão. Por tudo isto o tempo inicialmente dado foi correto. Depois as incidências durante este tempo extra, mereceu ainda descontos sobre descontos, e uma vez mais bem o árbitro nessa compensação.

90+8’ João Mendes, ao saltar ao esférico, projetou o seu braço esquerdo para trás e com a mão fechada primeiro e depois com o braço, acaba por acertar quer no peito, quer no rosto de Victor Gómez. Pontapé de penálti e amarelo, o segundo, por entrada negligente.

90+ 11’ A defesa de Charles foi correta e de acordo com as leis, quando a bola foi batida, ele tinha o seu pé esquerdo sobre a linha e o pé direito para a frente. O VAR sempre que um guarda-redes defende um penálti confirma sempre se há alguma irregularidade, pois se tal acontecer, manda repetir, não foi o caso, tudo certo.

90+13’ Nélson Oliveira foi expulso no banco de forma direta, pois na comemoração da defesa do pontapé de penálti por parte do seu guarda-redes, Charles, virou-se para a bancada, onde estavam os adeptos bracarenses e teve atitude e comportamento, através de gestos, que se enquadram no chamado comportamento irresponsável, razão pela qual viu o cartão vermelho.

90+14’ Rodrigo Abascal pontapeia a bola para a frente e depois dá-se um contacto com Víctor Gómez que estava em salto, uma entrada apenas imprudente, razão pela qual o cartão foi exagerado.

90+15’ Cartão amarelo bem mostrado a Rodrigo Abascal por demorar a repor a bola aquando de um pontapé livre, uma perda de tempo bem sancionada disciplinarmente.

NOTA DO ÁRBITRO — 8