Paulo Fonseca em entrevista: Dos possíveis alvos em Portugal à aprendizagem no FC Porto

Entrevista 05-04-2020 15:17
Por Rui Miguel Melo

Em entrevista a A BOLA, Paulo Fonseca confessa que não tem acompanhado «tanto como gostaria» o futebol português. Ainda assim, regista com agrado a «atitude corajosa» que começa a caracterizar a generalidade dos treinadores no nosso campeonato. Quanto a potenciais alvos em Portugal para reforçar a ‘sua’ Roma…

 

Há algum jogador que alinhe em Portugal que gostasse de ter na Roma?

 

Bem, segundo a imprensa, tenho muitos [risos]! O Soares [FC Porto] foi o último. Neste momento não. Não penso em nenhum jogador do campeonato português.

 

Acompanha o futebol português?

 

Não acompanho da forma como gostaria. Sempre que posso vejo o Paços de Ferreira, o Aves, o meu SC Braga. Acompanho mais estas equipas. Confesso que não vejo tanto como gostaria.

 

Considera que o futebol português está estagnado a nível dos modelos de jogo pelas características do campeonato?

 

Acontece o mesmo nos outros campeonatos, são sempre os mesmos a lutar pelo título. O que acontece em Portugal é que as equipas não têm capacidade para comprar os melhores jogadores. Então é preciso inventar, formar jogadores. Isso muda a qualidade do modelo de jogo das equipas portuguesas. Mas sinto cada vez mais que os treinadores apostam numa atitude corajosa. Este ano não tenho visto tantos jogos como gostaria, mas não vi equipas a defender marcadamente em cima da área. Há, pelo menos, a intenção de construir. Há uns anos havia equipas que nem essa intenção tinham. O objetivo era retardar ao máximo o golo adversário. Agora penso que quase todas elas têm um projeto de construção desde trás. Isso é positivo. Do que vi ultimamente, o que mais tenho gostado foi a ideia de jogo do Rúben Amorim no SC Braga. Lá está, num sistema diferente do que se desenvolve em Portugal.

 

Como lida com a pressão? Tem um percurso que começa nos juniores do Estrela da Amadora e está agora na Roma.

 

A maior pressão é a que coloco em mim próprio. Lido bem com a pressão. Aqui é enorme. Uma pressão enorme de um grande clube, mas se não a quiser ter, não posso ambicionar treinar este tipo de clubes. Tive momentos de grande aprendizagem ao longo da minha carreira que me permitem viver esta situação de forma diversa.

 

O que retirou de cada clube para o crescimento profissional e pessoal? Começando pelo Estrela, Pinhalnovense, FC Porto e por aí fora…

 

A maior riqueza que tirei foram as relações pessoais que construí com os meus presidentes, diretores, médicos, fisioterapeutas, funcionários e jogadores.  Há clubes onde aprendi mais sobre determinados pontos de vista do que outros. Posso ser muito aberto. O que vivi no FC Porto foi de extrema importância para os dias de hoje. Uma grande aprendizagem que hoje me ajuda a lidar com a pressão de forma diferente.

 

O que retirou dessa experiência no FC Porto?

 

A saber lidar com a pressão. Desenvolvi métodos para lidar com a pressão. Quem não consegue lidar com ela, está condenado ao insucesso. A crítica é algo que não me incomoda. Se há uns anos incomodava, hoje não. A experiência faz-nos lidar com estas situações.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição impressa ou na edição digital de A BOLA

 

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