Campeão do mercado em 2019

Estoril 12-09-2019 10:40
Por Rafael Batista Reis

Passado pouco mais de uma semana sobre o encerramento do mercado, fazem-se contas, fecham-se balanços e... encontra-se na Liga 2 um verdadeiro e raro caso de sucesso: o Estoril é o campeão do mercado no ano civil de 2019. Entre janeiro e setembro, o clube da Linha de Cascais encaixou  5,4 milhões de euros, divididos em duas tranches de 2,7 milhões e relativas a cada um dos dois períodos de transferências.


No início do ano, as saídas do extremo Aylton Boa Morte (Portimonense) e dos médios Marcos Bahia (Shakhtar) e Matheus Nunes (Sporting) proporcionaram metade do encaixe, tendo o último defeso proporcionado mais duas transferências de realce. Primeiro, o também médio Filipe Soares, cuja cláusula de rescisão foi acionada pelo Moreirense, que despendeu pela transferência a maior verba da sua história: 1,2 milhões de euros. Poucas semanas depois, foi a vez do ponta de lança azeri Dadashov rumar aos ingleses do Wolverhampton, por 1,5 milhões de euros.
O lucro apresentado torna-se ainda mais sensacional tendo em conta que durante este período procedeu-se a uma mudança na Administração da SAD. Nada que afetasse a capacidade negocial do clube, cujo sucesso no mercado em muito se deve ao mérito do diretor desportivo Pedro Alves. Com apenas um ano no cargo, revelou-se um autêntico... Midas.


Com efeito, o antigo futebolista de Pinhalnovense e Oriental, entre outros, e ex-chief scout do SC Braga, atualmente com 36 anos, foi igualmente o responsável por garantir a contratação daqueles jogadores a... custo zero. Ou seja, foram 5,4 milhões de lucro!


 Este sucesso não é algo que surpreenda quem com Pedro Alves trabalhou. De Paulo Fonseca, a Abel Ferreira, passando por Wender ou João Barbosa, que o treinou no Oriental. «Sinto-me responsável por acicatar no Pedro o bichinho por esta função e sinto-me muito feliz por isso. Temos uma história engraçada. Ele na altura não terá achado tanta piada, pois não é fácil para nenhum jogador perceber o momento de acabar a carreira, mas disse-lhe que tinha as características ideais para a função de diretor desportivo e indiquei-o mesmo para esse lugar na época seguinte», conta João Barbosa.


Já o brasileiro Wender jogou com Pedro Alves. «Foi meu colega no meu último ano de carreira, no Chipre. Já nessa altura lhe vi a apetência pelo scouting. Indiquei-o ao SC Braga, na altura como scout, e na altura em que passei para o campo passou a chief scout. Foi uma excelente aprendizagem para a carreira que está a ter», sublinha. 

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