Já andei na montanha-turca

A BOLA DE BERLIM Já andei na montanha-turca

OPINIÃO28.06.202409:00

HAMBURGO — Bastaram dois ou três dias a acompanhar a seleção turca - com o meu colega André Filipe -, para perceber a montanha de emoções a que está amarrada. Com uma qualificação em crescendo, impulsionada pela entrada do italiano Vincenzo Montella para o cargo de selecionador, o apuramento foi assegurado de forma empolgante, no primeiro lugar de um grupo que tinha Croácia e País de Gales. Já na fase final deste Campeonato da Europa, a seleção da Turquia conseguiu uma inédita entrada com o pé direito, mas se ganhar à estreante Geórgia foi coisa pouca para muitos, perder depois com Portugal foi um drama para toda uma (impaciente) nação. Mesmo em situação privilegiada na luta pela passagem à segunda fase, a equipa liderada em campo por Hakan Çalhanoglu jogou com os nervos em franja, mas acabou por garantir a presença nos oitavos de final. As ruidosas buzinas dos carros, depois do jogo, avisaram para mais uma volta na montanha-turca. A impressionante claque, sustentada na enorme comunidade que vive na Alemanha, voltou a sonhar de coração cheio, enquanto conduz bandeiras ambulantes pelas ruas do país anfitrião. Até a final de Berlim parece possível, se entretanto não aparecer nada que coloque tudo em causa. «Nós vivemos tudo assim», dizia-me um adepto, já calculando que um português ia entender.

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