Está LeBron a ajudar ‘Bronny’?

Está LeBron a ajudar ‘Bronny’?

OPINIÃO15.05.202411:12

Na próxima época King James pode realizar o sonho de jogar ao lado do filho mais velho

Além de, de, na próxima temporada, LeBron James poder igualar o retirado Vince Carter como o único a ter disputado 22 campeonatos na NBA, assim como continuar a bater recordes e prolongar o máximo de pontos na regular season (40.474) ao longo da carreira para números que tão cedo não serão superados — Kevin Durant é o mais próximo no ativo e está em 8.º do ranking (28.924) em 16 épocas —, o quatro vezes campeão e 20 all-star poderá concretizar ainda algo que nunca ninguém conseguiu: jogar ao mesmo tempo que o filho. Melhor. Provavelmente até como colegas de equipa.

Aqueles que estiveram mais próximos de o conseguir foram Gerald Wilkins e Damien Wilkins e ainda assim entre o último jogo de Gerald, em fevereiro de 2015, e o primeiro de Damien, em janeiro de 2021, passaram cinco anos e 340 dias.

É um sonho há muito revelado por James, 39 anos, e que poderá tornar-se realidade agora que Bronny, 19, cumpre os requisitos que se mantêm desde 2006 na Liga e obriga a que qualquer candidato ao draft tenha de completar 19 antes do final desse ano civil.

Os astros parecem alinhar-se para que tudo se torne real. Após, em julho passado, Bronny ter desmaiado e sofrido uma paragem cardíaca durante um treino de pré-temporada da Universidade de South California, tendo-se descoberto que tinha um defeito cardíaco congénito, a que foi operado com sucesso, o filho mais velho de James estreou-se oficialmente pelos trojans cinco meses depois, acabando por atuar 25 partidas na temporada com médias de 4,8 pontos, 2,8 ressaltos e 2,1 assistências em 19,4 minutos.

Há três dias, já com a candidatura à NBA apresentada mas mantendo a possibilidade de a anular até 16 de junho para regressar ao basquetebol da NCAA, Bronny teve novo aval médico de uma comissão da NBA para participar no Combine, em Chicago, onde deu nas vistas no primeiro dia ao marcar 12 triplos seguidos e mudando sempre de posição após cada um, assim como em alguns testes técnico e físicos, o que fez aumentar a expectativa dos olheiros dos clubes — está proibida a entrada a agentes — para os jogos que se seguem neste campo de candidatos à Liga, sobretudo destinado aqueles que estão em universidades da América do Norte.

Enquanto isso, LeBron terá avisado os Lakers que tem objetivo de atuar mais duas temporadas, ao que o clube de Los Angeles o terá informado que tem interesse em escolher Bronny no draft, ainda que, neste momento, só tenha direito à 55.º escolha. Nada que o mundo da NBA, com interesse dos próprios responsáveis da Liga, não possa ajudar para que se torne possível pai e filho acabarem juntos em LA.

No meio disto a questão que se coloca é: se bem que seja compreensível o desejo de jogar com o filho pelo menos uma época, será que LeBron o estará a ajudar na carreira ao fazê-lo? Para realizar o seu desejo? Da mesma forma que, há alguns anos, contou estar arrependido de lhe ter dado o nome igual ao seu: LeBron Raymone James, apenas diferenciado por Jr no final, não seria melhor que o pai deixasse o filho entrar por si na NBA, sem qualquer  outro objetivo a não ser tornar-se profissional e daí construir a carreira sem pressão extra além daquela que, naturalmente, terá sempre por ir ser comparado com aquele que foi um dos melhores da história?