Rui Costa e Frederico Varandas com Helena Pires, CEO da FPF, na final da Taça de Portugal de futsal, disputada em Gondomar (Foto: FPF)
Rui Costa e Frederico Varandas com Helena Pires, CEO da FPF, na final da Taça de Portugal de futsal, disputada em Gondomar (Foto: FPF)
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Varandas 'pressiona' Rui Costa

Aparente firmeza do presidente do Sporting não pode agora ser colocada em causa nas próximas semanas, mas desvia já as atenções para o posicionamento pedido ao presidente do Benfica

Apressão mediática pode definir o timing de uma decisão, mas não deve condicionar a mesma. Por isso, mais do que discutir o sentido de oportunidade de uma renovação que surge na altura mais sensível da época do Sporting — depois do adeus ao sonho europeu e do choque frontal com a realidade que foi a queda para o terceiro lugar da Liga —, importa mais questionar a firmeza da decisão de assinar novo contrato com Rui Borges.

Publicamente ou nem tanto assim, Frederico Varandas sempre mostrou confiança no trabalho do técnico mirandelense, pelo que a medida parece seguir uma linha estratégica clara e coerente.

Assinar antes do final da época não deixa de ser um risco, mas será também um evidente sinal de convicção, imune até às teorias de que o Sporting começou a perder pontos por causa das decorrentes conversas para renovar com o treinador que chegou aos quartos de final da Liga dos Campeões e que é (ainda) o campeão em título.

Rui Borges arrisca fazer mais pontos do que na época passada e acabar em terceiro lugar, mas não pode ser isso a colocar em causa a crença de Varandas, tão pouco um eventual desaire na final da Taça, por mais choque que viesse de uma conquista do Torreense no Jamor, que seria a primeira de uma equipa de escalão inferior.

Perder firmeza na decisão seria, nesse cenário, uma renúncia clara do presidente do Sporting a responsabilidades próprias, no final de uma temporada marcada por lesões (que devem ser devidamente analisadas), mas também por fracassos no mercado, tendo em conta que Luis Suárez foi o único reforço que justificou verdadeiramente essa designação ao longo da temporada.

Firme, até ver, o passo dado pelo presidente do Sporting não deixa de atirar alguma pressão adicional para o homólogo do Benfica, com quem até esteve no passado domingo, na final da Taça de Portugal de futsal, disputada em Gondomar.

O contexto não é exatamente o mesmo do outro lado da Segunda Circular, nem mesmo do ponto de vista financeiro, mas Rui Costa sabe bem que José Mourinho quer a renovação, só que não está propriamente para aí virado. Nem mesmo enquanto as notícias de um eventual regresso do técnico ao Real Madrid parecem ganhar consistência.

Entre assumir a cláusula de saída ou passar por cima da mesma, o presidente do Benfica parece assumir a posição habitual: ficar a meio.

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