Lionel Scaloni, selecionador da Argentina

Scaloni e a AFA firmes na recusa de jogar a Finalíssima em Madrid

Argentina nunca quis jogar no Bernabéu

A equipa técnica da seleção argentina, liderada por Lionel Scaloni, que conta com o ex-Benfica Pablo Aimar como adjunto, e a Associação do Futebol Argentino (AFA) mantiveram posição irredutível que levou ao cancelamento da Finalíssima: a recusa em disputar o jogo em Madrid.

O selecionador campeão do mundo acompanhou de perto as negociações, sempre em contacto permanente com os seus pares.

O descontentamento de Scaloni surgiu quando, em plena negociação e com o Qatar ainda a ser considerado como sede, a UEFA revelou a possibilidade de o jogo se realizar em Madrid. Esta notícia levou a equipa técnica a comunicar firme oposição, resumida na frase: «Para o Bernabéu não vamos!».

A sensação de que estavam a ser desrespeitados instalou-se no seio da equipa técnica. «Isto já não nos agrada nada, querem passar-nos por cima», foi uma das reações internas na altura.

É importante sublinhar que nunca houve uma recusa em defrontar a Espanha, pelo contrário, o jogo era visto como uma excelente preparação para o Mundial, e os próprios jogadores estavam entusiasmados com essa posibilidade.

Martín Tocalli, membro da equipa técnica, reforçou publicamente esta disposição: «Estamos preparados para jogar a Finalíssima».

De facto, Scaloni já tinha enviado uma pré-convocatória alargada com quase 40 jogadores, encarando a partida como uma oportunidade crucial para definir a lista final para o Mundial e dar a vários atletas a oportunidade de garantirem lugar.

A ideia de convocar vários jogadores por posição visava manter todos motivados e na luta por um lugar na seleção. Por essa razão, o particular contra o Qatar, agendado para 31 de março, em Lusail, era igualmente considerado de grande importância como banco de ensaios.

Com o cancelamento confirmado, a equipa técnica planeia agora realizar treinos no centro de estágio Lionel Andrés Messi e insiste na necessidade de organizar um jogo particular.

Este encontro serviria não só para Scaloni dissipar as últimas dúvidas sobre a convocatória, mas também como possível despedida perante o público argentino antes do Mundial. «É imprescindível que nos juntemos, é uma necessidade», afirmam.

A possibilidade de a concentração e o jogo se realizarem na Argentina é vista com bons olhos, pois permitiria aos jogadores passar tempo com as famílias antes da grande competição. Scaloni valoriza este aspeto para o bom ambiente do grupo.

Agora, a equipa técnica aguarda que a AFA consiga ultrapassar as dificuldades de calendário e agendar um particular que cumpra os objetivos de preparação necessários para a defesa do título mundial.