Rodrigo 'contratou' Marcus e Casa ficou num (tra)Pinho (crónica)
Talvez nem o mais fervoroso adepto do Estrela da Amadora ousaria dizer que a sua equipa chegaria ao intervalo do jogo com o Casa Pia a vencer por 3-0. Mas aconteceu. E de forma inteiramente justa, tanta foi a qualidade evidenciada pelos tricolores ao longo de toda a etapa inicial desde duelo de... vizinhos.
E se lhe dissermos que Álvaro Pacheco fez duas substituições ainda antes do descanso, então estaremos conversados quanto à inércia dos gansos nesse período. Porque, convenhamos, não é normal um treinador mexer em dose dupla na etapa inicial. Ou seja, este é apenas mais um dado que comprova que o treinador do emblema casapiano estava a ver o mesmo... que nós: a prestação da equipa deixou muito (mas mesmo muito) a desejar.
No entanto, e ainda que os referidos 45 minutos tivessem sido de total apagão dos forasteiros, não podemos, de todo, fazer dessa a tese. Porque o mérito esteve mesmo... do outro lado. Os da Reboleira entraram dispostos a colocar fim a um jejum que já durava há cinco encontros (dois empates e três derrotas) e Rodrigo Pinho deixou bem claro que queria faturar.
Depois de um remate para bela defesa de Patrick Sequeira (6') e de outro ao lado do poste (8'), o experiente ponta de lança marcou mesmo. Seba Pérez derrubou Ianis Stoica na área e o brasileiro, chamado à conversão do pontapé de penálti, abriu a contagem.
Perante um Casa Pia sem reação — apenas Abdu Conté assustou Renan Ribeiro, com um remate à malha lateral (30') —, o Estrela da Amadora continuou a carregar, pressionando alto e tendo qualidade de posse no meio-campo ofensivo, e foi sem surpresa que o marcador voltou a funcionar: erro de Khaly na saída de bola e Abraham Marcus, já depois de sentar o central angolano, a atirar para o 2-0.
Mas ainda havia tempo para mais um e fruto da sociedade dos dois grandes destaques dos visitados: Abraham Marcus assistiu e Rodrigo Pinho, de pé direito (!), bisou. A casa ficou num autêntico... (tra)Pinho.
Pensava-se que a história estava contada e que a seguir viria a gestão, mas a verdade é que os amadorenses continuaram a querer sempre mais e com um Abraham Marcus (que jogaço!) endiabrado houve mais um beneficiado: Eddy Doué, primo de Désiré Doué, estrela do PSG, estreou-se a marcar na Liga.
O Estrela chega aos 28 pontos e respira bem melhor, o Casa Pia continua com 24 e mantém-se na acérrima luta pela permanência.
As notas dos jogadores do Estrela da Amadora:
Renan Ribeiro (5), Max Scholze (6), Luan Patrick (6), Bernardo Schappo (6), Bruno Langa (6), Eddy Doué (7), Kevin Jansson (6), Abraham Marcus (8), Robinho (7), Ianis Stoica (7), Rodrigo Pinho (8), Jovane Cabral (6), Alex Sola (5), Jorge Meireles (5), Otávio Fernandes (-) e Tom Moustier (-).
As notas dos jogadores do Casa Pia:
Patrick Sequeira (4), João Goulart (4), Khaly (3), André Geraldes (4), Larrazabal (5), Seba Pérez (4), Rafael Brito (4), Abdu Conté (4), Cassiano (4), Dailon Livramento (3), José Fonte (4), Tiago Morais (4), Iyad Mohamed (4), João Marques (4) e Clau Mendes (4).
João Nuno (treinador do Estrela da Amadora):
Em primeiro lugar, queremos dedicar a vitória aos adeptos, têm sido fantásticos. Depois, dizer foi a nossa melhor exibição da época. Fizemos um grande jogo, todos cumpriram o plano. Temos de continuar e acredito numa boa parte final de época.
Álvaro Pacheco (treinador do Casa Pia):
Desde que cá estamos, foi claramente a pior prestação que tivemos. A responsabilidade é toda minha. O Estrela foi melhor do que nós e parabéns para eles. A equipa esteve sempre muito apática e desligada do jogo. Hoje não fomos casapianos.
Notícia atualizada às 23h19