Resink e a transferência falhada para o Benfica: «Com muito dinheiro, surgem jogos sujos»
Stije Resink, capitão dos neerlandeses do Groningen, quebrou o silêncio sobre a frustrada transferência para o Benfica no passado mercado de inverno, um período que descreveu como «frenético». O médio, atualmente a recuperar de uma grave lesão no joelho contraída no início de março, revelou os detalhes de uma negociação que acabou por não se concretizar.
Em declarações ao programa Matchday, Resink recordou como tudo começou. «Fui contactado pelo meu empresário um dia antes do jogo contra o Heerenveen. Ele disse-me que tinha recebido uma chamada do Benfica», explicou. Inicialmente, o jogador questionou a seriedade do interesse, uma vez que já existiam outras sondagens, mas a maioria apontava para uma transferência no verão.
No entanto, o interesse do clube português era imediato e concreto. «De repente, apareceu o Benfica. Eles tinham dois jogadores lesionados e foram muito diretos», continuou o médio de 22 anos. Após o jogo contra o Heerenveen, a 18 de janeiro, o seu empresário confirmou que o Benfica pretendia avançar com a contratação de imediato.
O processo, porém, tornou-se complicado. «Eles começaram a falar com o meu empresário, enviaram a proposta salarial. Foi então que recebi uma chamada de um empresário português que queria meter-se no negócio», relatou Resink, mostrando-se indignado. «Ele sabia o que tinha sido dito dez minutos antes. Com tanto dinheiro envolvido, surgem jogos sujos. Para mim, foi estranho. Não esperava que algo assim acontecesse. O meu primeiro pensamento foi: vamos a isto.»
A constante exposição mediática foi outro fator de perturbação para o jogador. «Achei uma m**** que estivesse sempre nos jornais. As notícias iam de um lado para o outro e nem eu sabia o que ia acontecer. Durante toda a semana, só recebia mensagens com fotografias minhas com a camisola do Benfica», lamentou.
No final, a transferência foi bloqueada pela recusa do Groningen em negociar. A incerteza marcou os seus dias no clube. «Todas as manhãs, quando chegava ao clube, perguntavam-me se tinha novidades. Falava sobre isso com os meus colegas de equipa, mas, por vezes, nem eu sabia o que se passava. As pessoas não paravam de perguntar», concluiu.