Jota Silva descreve Rafa com uma «excelente pessoa e muito verdadeira»
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«Renúncia do Rafa à Seleção? Terá as suas razões...»

Jota Silva revela o lado do extremo do Benfica que poucos conhecem: «Além de uma excelente pessoa, é muito engraçado e gosta de fazer rir os outros.» Protagonizou também um dos momentos mais caricatos na Turquia

— Na Turquia, jogou com o Rafa Silva. Ele chegou a revelar-lhe o motivo de ter renunciado à Seleção Nacional?

— Fiquei com uma grande relação com o Rafa. É outra grande pessoa que tive a felicidade de conhecer e partilhar relvado, porque é um craque de cabeça aos pés e tem uma qualidades incríveis. Nunca falámos sobre a renúncia dele à Seleção, porque quando um jogar toma essa decisão terá as suas razões e não devemos tentar procurar quais são. É uma decisão do jogador e, se a tomou, saberá melhor do que ninguém porquê.».

— O Rafa transparece ser uma pessoa muito calma em campo. Como é fora das quatro linhas?

— É uma excelente pessoa, um homem incrível que me ajudou bastante na Turquia. Fiquei com uma relação muito boa com ele. É muito engraçado, ri-se e gosta de fazer rir os outros. Por vezes, as pessoas têm uma ideia errada dele. A meu ver, tem uma atitude incrível, porque não se preocupa com o que dizem dele. É uma pessoa muito verdadeira, sincera e muito ligada à família. O que as pessoas dizem, de ser mais pacato e que pode transparecer que é mais antipático, é totalmente o oposto. Quem o conhece de verdade sabe que é uma excelente pessoa.

— Já jogou em Portugal, Inglaterra, Turquia e Grécia. Onde encontrou os melhores ambientes nos estádios?

— Felizmente, na minha carreira tive a felicidade de passar por clubes com ambientes incríveis. Em termos gerais, a Turquia tem vários estádios com ambientes muito intensos. No entanto, o ambiente que vivo no estádio do Olympiakos é absurdo, incrível. Parece que quando deixas de ter força, os adeptos empurram a equipa. O Estádio D. Afonso Henriques é a minha casa, foi o primeiro grande ambiente que vivi e é sempre um ambiente especial, toda a gente sabe quão fervorosos os adeptos são. Na Turquia, o estádio do Besiktas é de mais. Mas o Galatasaray e o Fenerbahce também têm ambientes muito pesados, mas excelentes para os jogadores, todos querem jogar em ambientes assim. Em Inglaterra é um pouco diferente: os adeptos não cantam tanto, mas os estádios estão sempre completamente cheios, independentemente do dia ou da hora do jogo, estão com a equipa até à morte e isso também faz que o futebol lá seja muito bonito e especial.

— De todos esses países, qual proporcionou as histórias mais engraçadas?

— Os melhores grupos de balneário que apanhei foram no Vitória de Guimarães e agora no Olympiakos. No Vitória tínhamos um grupo tão especial, todos o referem. Quando tens jogadores experientes, como o Nélson Oliveira, que chegou lá com um currículo incrível e disse que nunca tinha estado num grupo como o nosso, vê-se que o grupo era mesmo especial. Nesses dois clubes foi onde me senti e sinto melhor e onde há as melhores histórias, dentro e fora de campo, mas essas têm de ficar para nós.

— E fora do futebol presenciou algo invulgar?

— Na Turquia as pessoas são extremamente apaixonadas pelo futebol. Uma doença boa, atenção. O Rafa contou-me, eu não vi, que, quando estava para sair do clube, um miúdo saiu do carro em pleno trânsito e começou a correr ao lado do carro dele a bater no vidro a pedir-lhe para ficar. O trânsito estava em movimento, o que mostra bem a loucura e a paixão dos adeptos turcos.

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