«Quase me deu um ataque cardíaco!»
Yolanda Hopkins venceu a bateria dos oitavos de final diante de Laura Raupp na Ericeira e continua a perseguir os pontos que lhe podem valer, nesta quarta etapa do Challenger Series (CS), a entrada na elite mundial, no Championship Tour (CT).
Apesar da brasileira ter estado na frente durante quase toda a bateria, Yolanda foi paciente e a seis minutos do fim melhorou a sua onda de back-up e, a partir daí, com a prioridade, a surfista algarvia guardou a liderança até ao final, levando a melhor, e apurando-se para os quartos de final. «Não foi mau [risos], quase me deu um ataque cardíaco...! A Laura começou melhor e eu não sentia que estava a 100%. Mas acalmei-me e queria só tirar o melhor do meu surf, mas depois consegui a onda, e com a prioridade, protegi o resultado». contou a surfista de 27 anos.
«Em Portugal, todos me dizem estás quase lá, e é difícil. Neste momento, sinto-me bem, feliz, e tento não pensar no futuro», disse a olímpica (13,80 pontos) que, agora, nos quartos vai defrontar Alyssa Spencer na praia de Ribeira D´Ilhas.
Do lado feminino as sete melhores classificadas no final das Challenger Series sobem ao CT. Para o somatório entram as cinco melhores classificações obtidas durante as sete etapas que começaram em junho de 2025 e vão terminar em março de 2026. Neste momento três portuguesas cumprem estes critérios – Yolanda Hopkins segue em 2.º lugar com 18 990 pontos, Francisca Veselko é 5.ª com 17 095 e Teresa Bonvalot 6.ª com 14 225 pontos. A prova da Ericeira, quarta etapa, assume um papel importante para amealhar pontos e garantir a qualificação que seria histórica do lado feminino.
Os únicos representantes portugueses no CT até hoje foram Tiago Pires e Frederico Morais.