Pavlidis comparado a Kane — «Enorme exagero!»
Vangelis Pavlidis e a Grécia estão em estado de graça depois de duas vitórias seguidas na Liga das Nações, sobre a Sérvia (2-1) e a Alemanha, respetivamente em Belgrado e Augsburgo. De regresso a casa, o avançado do Benfica e restantes companheiros foram confrontados, na véspera do duelo com os Países Baixos, em Salónica, com a euforia que tomou conta do país.
Pavlidis foi o porta-voz da equipa, esta quarta-feira, em conferência de Imprensa. É o capitão da seleção e tem sido elogiado, para lá do que tem feito em campo, pelo papel de líder. Nos vídeos que a federação helénica tem partilhado nas redes sociais, as palavras de Pavlidis antes dos triunfos sobre a Sérvia e a Alemanha foram muito destacadas pela Imprensa.
O avançado do Benfica começou por dar conta da «enorme satisfação» de poder fazer os próximos dois jogos «com o estádio cheio». Mais especial ainda para Pavlidis, natural de Salónica, de onde partiu, com os pais, para a Alemanha, onde começou a perseguir o sonho de se tornar futebolista profissional.
Pavlidis dá conta de que na equipa «reina a tranquilidade» e partilhou que está avisado para os perigos do entusiasmo: «Isso não nos faz bem. No passado, após duas vitórias, acabámos por facilitar. Aprendemos com os nossos erros em eliminatórias anteriores. A equipa está tranquila, sabe o que tem de fazer e penso que amanhã vai correr tudo bem.»
O momento mais divertido da conferência de Imprensa surgiu pouco depois, quando um jornalista lhe perguntou se se sentia bem com o papel que desempenhou na Alemanha, jogando um pouco atrás, no apoio a Andreas Tetteh, avançado do Panathinaikos. «Houve quem dissesse que jogou um pouco como o Kane», assinalou o jornalista.
Pavlidis, ao lado do selecionador Ivan Jovanovic, riu-se. Mas logo respondeu: «É um enorme exagero dizer que joguei como Kane. Mas gostei e fiz coisas que se adequam à minha forma de jogar. O mister deu-me confiança ao colocar-me nessa posição, tentei dar o meu melhor e as coisas correram bem.»