O que tira Trubin do sério? E quando pensou pela última vez ‘é por isto que amo o futebol’?
Anatoliy Trubin continua dominado pela tristeza de ter perdido o lugar na baliza do Benfica e de ter deixado de ser indiscutível na seleção.
Numa conversa descontraída com a apresentadora, jornalista, modelo e miss Ucrânia 2016, Oleksandra Kuchurenko, o guarda-redes partilhou, por exemplo, que prefere ficar a jogar no computador Counter-Strike a jantar fora com a mulher depois de um jogo. Mas também revelou, entre outras coisas, o melhor conselho que recebeu de um treinador e que está a aplicar neste momento.
Numa das perguntas para resposta rápida, Trubin foi questionado sobre o que o tira do sério. Aí, apesar da rapidez, respondeu com seriedade. «É, pá, às vezes quando não jogo», atirou, numa frase que sugere que pode ter acontecido nos últimos tempos.
As maiores críticas às exibições surgem «dos utilizadores de internet», mas o guarda-redes acrescenta que «o maior crítico, em primeiro lugar» é ele próprio.
Recebeu o melhor conselho do treinador Andrés Carrasco, que conheceu no Shakhtar Donetsk e agora dirige o LNZ Cherkasy, da II Divisão ucraniana. «Dizia-me que tinha de estar preparado, porque nem sempre iria jogar. E, agora, é precisamente isso, tenho de estar preparado para tudo», partilha.
Trubin confessa que fica «muitas vezes a remoer os erros» num jogo, «talvez um dia inteiro», mas continua a ter motivação apenas com o jogo. «Talvez possamos perder um pouco essa noção quando jogamos com regularidade. Mas neste período que estou a passar percebi que cada minuto em campo é de extrema importância», justifica.
O guarda-redes revela a última vez que pensou ‘é por isto que amo o futebol’. «No jogo com o Milan», atirou, referindo-se à vitória do Benfica em Itália por 2-0, para a Liga Europa, na qual foi titular e um dos melhores em campo.
Trubin descreveu, ainda, o que é mais difícil para um guarda-redes: «Podemos fazer um jogo excelente e depois um único erro destrói tudo.»