Dembelé celebra efusivamente com Olise, autor do golo que decidiu o jogo - Foto: IMAGO
Dembelé celebra efusivamente com Olise, autor do golo que decidiu o jogo - Foto: IMAGO
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Não foi à Zidane, foi à Olise. E isso não é de menos (crónica)

Grande jogo decidido com um golo digno de Bola de Ouro. Lukebakio esteve perto de marcar novamente a Maignan, mas o talento dos franceses levou a melhor

A França venceu, nesta segunda-feira, a Bélgica, em Bruxelas, por 1-0, com o jogo a ser decidido por Michael Olise, aos 88', num golo digno de um jogador que poderia estar neste momento a disputar o título de melhor jogador do Mundo.

Foi uma partida elétrica e que não merecia ter ficado a zeros. Culpa da atitude das duas equipas, que proporcionaram um excelente espetáculo. Com Van Bommel, a Bélgica está mais agressiva em todas as disputas de bola, tendo pela frente um adversário que deixou algumas estrelas no banco, casos de Dembelé, Cherki e Olise que só entrariam mais tarde - Zinedine Zidane, sucessor de Didier Deschamps, estreou três jogadores: Jacquet, Diouf e Lucas da Cunha, de ascendência portuguesa.

Apesar da ligeira superioridade francesa, quase sempre por iniciativas de Doué (o remate à barra aos 12', após brilhante trabalho na área, foi um dos pontos altos do jogo), os belgas também criaram lances de perigo (com muitas contribuições do luso-belga Diego Moreira) embora a dupla de centrais e Maignan tenham levado quase sempre a melhor.

Nem com o passar do tempo o ritmo abrandou. Doué voltou a ameaçar para ótima intervenção de Lammens (56') e ambos os treinadores perceberam quando começaram a falhar os principais motores para não perder a embalagem: Lukebakio rendeu Moreira e depois seria a vez da tripla Dembelé-Cherki-Olise no lado contrário.

O jogador do Benfica entrou bem e poderia ter inaugurado o marcador aos 73', não fosse a defesa com a perna direita de Maignan evitar a festa do esquerdino e dos milhares de belgas que enchiam as bancadas. Na cara do guarda-redes do Milan, não conseguiu colocar ao segundo poste o remate de pé direito.

Com muito espaço para jogar em ambas as metades do campo, o jogo foi-se transformando em ataques rápidos de costa a costa e numa dessas transições apareceu o momento da noite: recuperação de bola dos franceses, passe rápido de Cherki para uma receção impossível para muitos jogadores, mas apenas normal para Olise: um toque de malabarismo com o ombro, colocando o esférico na frente, velocidade de ponta de Dembelé, potência muscular de Mbappé e repentismo de Lamine Yamal para conseguir fazer a finta para dentro, da meia direita para o centro, e apesar do desgaste conseguir fazer um remate de uma colocação que tornou impossível a defesa do guarda-redes do Manchester United.

Nos festejos, Zidane não se conteve e chutou a bola que estava perto dele. Não foi um golo à Zizou (esse fazia outros à sua maneira), foi à Olise. E isto não é de menos.

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