«Lukebakio não trabalhava muito... quem me dera tê-lo agora»
O golo de Dodi Lukebakio na vitória da Bélgica sobre Itália, por 2-0, em Roma, para a Liga das Nações, recuperou memórias de lance idêntico pelo Benfica, em Itália, no triunfo encarnado sobre o Milan, para a Liga das Nações. Num movimento semelhante, movimentando-se da direita para a esquerda e rematando fora da área, o extremo de 29 anos também marcou contra Itália e o Milan.
Nada que tenha deixado surpreendido quem o conhece há muito tempo. Felice Mazzù, que treinou Lukebakio no Charleroi, na época 2017/2018, só fica «surpreendido» pelos adversários não saberem que o extremo vai fazer.
«Desde sempre, gosta de fletir para dentro e rematar para o canto oposto. É incrível como uma seleção como a Itália não fecha o espaço interior», partilhou, em declarações ao programa Complètement Foot da RTBF.
Mazzù, porém, não retira mérito ao compatriota. «É o tipo de jogador a quem dizemos: vai, joga, finta. Se falhares, acontece. Tenta outra vez até dar certo», acrescentou.
O treinador recuou nove anos para recordar uma diferença importante. «Não trabalhava o suficiente no momento defensivo e perdia muitas bolas, atira o atual treinador do Eupen, da II Divisão belga, que desabafou: «Quem me dera tê-lo hoje na minha equipa hoje.»
Frédéric Waseige, antigo jogador e agora jornalista, filho de Robert Waseige, que treinou o Sporting na época 1996/1997, também estava rendido a Lukebakio: «Quando este rapaz entra em campo, pensamos todos: há uma hipótese em duas de ele nos sair com uma destas. Também falha, mas é incrivelmente eficaz com poucas bolas.»