Mourinho com baixa na defesa do Real Madrid nos próximos meses
Raúl Asencio vai passar pela sala de operações para resolver em definitivo uma fratura de stress na tíbia da perna direita, problema físico que se arrasta desde o início do ano. O defesa-central do Real Madrid será intervencionado na quinta-feira, enfrentando um período de paragem, segundo a imprensa espanhola, estimado entre dois e quatro meses, o que significa que só deverá regressar aos relvados no início do próximo ano.
A confirmação da operação surgiu através de uma nota emitida pelo clube merengue: «O nosso jogador Raúl Asencio será submetido amanhã a uma intervenção cirúrgica devido a uma fratura de stress na tíbia da perna direita.»
Parte médico de Asencio.https://t.co/kZNPFOeJoy
— Real Madrid C.F. (@realmadrid) September 30, 2026
A decisão surge na sequência de novas queixas na zona afetada. Com as dores a persistirem, o recurso ao bloco operatório tornou-se inevitável. O calvário do jovem central já vinha do segundo terço da época transata, numa altura em que o Real Madrid enfrentava uma vaga de lesões no setor defensivo. Perante a escassez de opções, Asencio recusou parar, assumindo todos os riscos.
Para manter o jogador em competição, a equipa médica optou na altura por uma solução de recurso com um tratamento minimamente invasivo, destinado a remover células anómalas na cicatriz da tíbia, onde se tinha formado um calo ósseo com consolidação deficiente que ameaçava agravar a fissura. O defesa continuou a dar o contributo à equipa, embora condicionado pelo sofrimento.
No defeso, a intervenção cirúrgica voltou a ser ponderada, mas os serviços clínicos decidiram apostar no repouso absoluto para promover a regeneração natural da zona óssea. O plano, contudo, não surtiu o efeito desejado. O quadro clínico acabou por piorar, cenário que terá sido agravado por uma lesão na mesma perna, sofrida no final de julho, obrigando a reajustes nas cargas de trabalho durante a pré-época. Esgotadas as alternativas conservadoras, a cirurgia apresenta-se agora como a única via para a recuperação plena do defesa, que, por causa dos problemas físicos, ainda não foi utilizado por José Mourinho.