Sporting tem apresentado uma nova forma de atacar e números confirmam essa transformação - Foto: IMAGO
Sporting tem apresentado uma nova forma de atacar e números confirmam essa transformação - Foto: IMAGO
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Inegável: o que mudou no ataque do Sporting

Leão reduziu a presença na área adversária e o número de remates, mas continua a marcar quase ao mesmo ritmo. A mudança passa por uma equipa mais vertical, mais progressiva e menos dependente de ataques longos

Há um Sporting diferente a atacar esta época. E os números ajudam a entender esta… transformação. A equipa de Rui Borges chega menos vezes à área adversária e remata menos, mas mantém uma produção goleadora próxima da registada no mesmo período da temporada passada. Ao fim de sete jornadas, o Sporting contabiliza 173 ações na área adversária, contra 238 na época anterior. Também o número de remates caiu de forma significativa: são agora 95, quando eram 136 por esta altura. Ainda assim, há um dado que ajuda a explicar a diferença: 41% dos remates desta época são enquadrados, uma percentagem superior à da temporada passada.

Sporting tem apenas menos dois golos do que na época passada por esta altura - Foto: IMAGO

O resultado está à vista no número de golos. O leão soma 17, apenas menos dois do que os 19 alcançados nas primeiras sete jornadas da época anterior. A mudança passa, assim, pela forma de atacar. A intenção para esta temporada - até pela profunda renovação do plantel e características dos reforços que chegaram - era construir ataques menos longos, mas mais verticais e progressivos. Ou seja, menos circulação sem progressão e maior procura pelo espaço, pela profundidade e por chegar rapidamente a zonas de decisão.

É, por isso, um Sporting que aparece menos vezes na área, mas que procura que cada chegada tenha maior potencial para terminar em remates perigosos. Os números ainda refletem apenas sete jornadas e a tendência poderá alterar-se ao longo da época. Mas, para já, deixam um sinal claro: o leão perdeu volume ofensivo, sem perder, na mesma proporção, a capacidade de marcar. Menos presença na área, mais critério na finalização.

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