Fim da novela: fundo de investimento inglês compra Bordéus a Gérard Lopez
O Bordéus tem o seu futuro assegurado, evitando a liquidação judicial à última hora. O histórico emblema francês foi vendido pelo empresário Gérard López, também principal acionista da SAD do Boavista, ao fundo de investimento inglês Park Bench pelo valor simbólico de um euro, na sequência de um acordo firmado na madrugada de terça para quarta-feira, informação revelada inicialmente pelo Ici Gironde e confirmada posteriormente pelo próprio clube.
Com este entendimento, o Girondins consegue contornar o cenário dramático de liquidação, numa altura em que o tribunal de comércio havia estipulado esta quinta-feira como data limite antes de dar início ao processo de resolução do plano. A operação de alienação contempla uma profunda reestruturação financeira, passando o plano de continuação a ser dilatado para doze anos, em vez dos dez inicialmente previstos.
Ao abrigo deste plano, o volume global das dívidas do clube desce dos 26 milhões de euros para cerca de €13 M. Além de ceder as suas ações por um euro simbólico, o milionário luxemburguês abdica dos seus créditos e da respetiva cláusula de regresso a melhor fortuna. O acordo prevê igualmente um abatimento de 50% nas dívidas fiscais e sociais ao Estado francês, nomeadamente sobre mais de 5 milhões de euros relativos a IVA e sobre os 4,2 milhões de euros devidos à empresa Urssaf.
O próximo passo institucional passa pela apresentação perante a comissão de controlo regional de clubes da Ligue de football de Nouvelle-Aquitaine (LFNA), organismo que terá de validar o orçamento para 2026/27 e fiscalizar as condições da retoma. Caberá depois aos 32 elementos da direção da LFNA definir a divisão em que o clube irá competir, estando previsto o ingresso na Série B do Régional 1, sexto escalão do futebol gaulês.
No plano desportivo, a estreia do Bordéus deverá acontecer fora de portas, no dia 17 de outubro, diante da equipa secundária do Aviron Bayonnais, no País Basco. No entanto, o plantel sob o comando técnico de Arnaud Cormier terá fortes limitações: só poderá inscrever cinco contratos federais (quando dispõe atualmente de 13) e apenas dois jogadores transferidos de outros clubes na época transata.
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