Fernando Santos: «O Estoril é a minha casa, naturalmente»
Foi bem perto do Estádio António Coimbra da Mota que esta quarta-feira se juntaram, entre outras personalidades, várias figuras do passado e do presente do Estoril para inaugurar a Academia Estoril Sol, o renovado centro de treino e formação desportiva no qual treinam e competem os escalões pertencentes ao clube (não profissionais).
A cerimónia contou com a presença de João Carvalho, Pedro Amaral e Diogo Dias, futebolistas ligados ao plantel principal estorilista, assim como a diretora desportiva Helena Costa e figuras de relevo da instituição como os antigos internacionais Pauleta e Hélder Cristóvão e ainda o treinador campeão europeu por Portugal, Fernando Santos.
O experiente treinador constatou, com agrado, o bom momento que vive o clube ao qual chegou em 1973 e no qual deu por terminado o percurso como jogador e iniciou a carreira de treinador, em 1986.
«É a minha casa, naturalmente. A maior parte dos que estão ali [convidados e antigos jogadores do clube] começaram comigo, estes jogadores todos… É, portanto, sempre um prazer ver que o clube está em crescendo, obviamente agora também com esta parceria com a SAD, o que é perfeitamente normal. Hoje no futebol é assim, é difícil os clubes sobreviverem sem terem este apoio porque é muito difícil financeiramente», constata o antigo selecionador nacional.
Hoje desvinculado, Fernando Santos esboçou um sorriso quando colocado perante o cargo de conselheiro não oficial sempre que o Estoril necessite. «São clubes a que sempre podia voltar porque estão marcados no coração, como o Estrela da Amadora e outros clubes. É normal, porque tenho uma ligação muito forte com dois dos vice-presidentes – o vice para o futebol é o Luís Roquete, foi o meu adjunto por não sei quantos anos, o [Pedro] Borreicho é o vice-presidente para as infraestruturas», revelou, satisfeito por se encontrar entre amigos.