FC Porto: Alan Varela não se rende e promete reação enérgica
O arranque de temporada não tem corrido de feição a Alan Varela. Habituado ao protagonismo e à titularidade indiscutível na zona intermédia do FC Porto, o médio argentino atravessa o período com menor tempo de utilização desde que chegou ao Dragão. A ascensão e afirmação de Pablo Rosario, que conquistou rapidamente a preferência do treinador Francesco Farioli para os encontros do campeonato, remeteu o camisola 22 para um papel secundário que poucos previam no início desta época desportiva.
Até ao momento, os números ilustram com clareza esta mudança de hierarquia no meio-campo azul e branco. As únicas vezes que o centrocampista sul-americano figurou no onze inicial de Farioli foram nos confrontos diante do Alverca e na receção ao Manchester City, em pleno Estádio do Dragão. Contudo, em ambas as oportunidades, as exibições do jogador ficaram substancialmente longe dos patamares de excelência a que habituara os adeptos portistas, deixando muito a desejar quer na capacidade de construção de jogo, quer no capítulo do passe e na agressividade defensiva.
O hiato competitivo de três semanas, motivado pelos compromissos das seleções nacionais, surge assim como um balão de oxigénio absolutamente crucial para o argentino. Este interregno oferece a Alan Varela o tempo necessário para trabalhar de forma minuciosa longe da pressão direta dos pontos, recarregar baterias e, acima de tudo, elevar os seus índices de confiança. O grande objetivo do futebolista passa por recuperar o ritmo competitivo ideal e demonstrar a Farioli que continua a ser uma peça indispensável na manobra coletiva da equipa.
A oportunidade de dar uma resposta cabal começou na Corunha, no encontro particular de preparação frente ao histórico Deportivo. O teste em solo galego foi o palco perfeito para o médio mostrar serviço aos responsáveis portistas, somar minutos valiosos de competição e dar os primeiros sinais claros de retoma do seu melhor nível, ele que rubricou uma excelente exibição.
Longe de se dar por vencido perante esta contrariedade, Varela mantém intacta a sua habitual fibra competitiva.
Com o estatuto de subcapitão dos azuis e brancos, o argentino conhece perfeitamente a responsabilidade e o peso que carrega no balneário e está totalmente determinado a dar a volta por cima. A sua liderança natural e compromisso com o grupo de trabalho continuam a ser argumentos de enorme valor no seio do plantel portista.
A margem para dar essa resposta no terreno de jogo não podia ser mais oportuna. O FC Porto prepara-se para entrar num ciclo terrivelmente exigente e alucinante de oito jogos disputados em menos de um mês — com três desses compromissos diretamente reservados para a Liga dos Campeões. Trata-se de um calendário denso e impiedoso que vai testar ao máximo os limites físicos dos atletas e colocar à prova a real profundidade do plantel às ordens de Francesco Farioli. Perante a rotação inevitável que se avizinha, Alan Varela sabe que novas oportunidades vão surgir e cabe-lhe agora agarrá-las.