Villas-Boas defende soberania do selecionador mas avisa: «A história de Ronaldo não pode terminar desta maneira»
À margem da sua visita a Chaves, onde marcou presença para assinalar as bodas de prata e o 25.º aniversário da Casa do FC Porto da cidade transmontana, André Villas-Boas não fugiu ao tema do momento: a polémica em torno da Seleção Nacional e a situação de Cristiano Ronaldo.
O presidente azul e branco começou por assumir que «nenhum cidadão português fica indiferente ao que se passou», sublinhando, no entanto, que a autoridade de quem comanda a equipa tem de ser respeitada. «Em primeiro lugar, considero que todas as decisões por parte de um treinador são soberanas, tenham elas mais ou menos justificação», atirou.
Considero que todas as decisões por parte de um treinador são soberanas, tenham elas mais ou menos justificação
Villas-Boas lembrou que, «aos olhos dos jogadores», as opções «parecem sempre mais complicadas de entender», mas reforçou que «a voz do treinador é soberana» e que «assim deve ser nos clubes e também nas seleções».
Ainda assim, o líder máximo do FC Porto deixou um alerta claro sobre o peso do capitão da equipa das quinas. «Claro está que, tratando-se de um jogador com a dimensão do Cristiano Ronaldo e com tudo o que ele fez pelo país e pela Seleção, a história não pode terminar desta maneira», defendeu, atirando a bola para a Cidade do Futebol: «Espero uma boa resolução do caso por parte dos responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol, que tem na sua figura principal o presidente Pedro Proença».
Tratando-se de um jogador com a dimensão do Cristiano Ronaldo e com tudo o que ele fez pelo país e pela Seleção, a história não pode terminar desta maneira