Com esta malta dá gosto ir ao futebol (crónica)
Ainda se estavam alguns adeptos a sentar e já Diogo Travassos estava a tirar o primeiro coelho da cartola. O lateral transformado em extremo, mostrando que que sabe bem como fazer magia em terrenos dianteiros, abriu a contagem com um golaço, ao minuto 3.
O primeiro golo é uma boa apresentação daquilo que o Moreirense mostrou no primeiro tempo: Foi uma jogada de ataque muito rápida, que começou na esquerda. A bola chegou, depois até Schettine, que, no meio, fez a ligação entre as duas alas e lançou Travassos. Na direita, o craque emprestado pelo Sporting puxou a bola para dentro e rematou sem hipótese para dentro da baliza de Joel Robles. Pareceu simples.
Os forasteiros entraram melhor. Era como se o mister Vasco Botelho da Costa estivesse a jogar em casa. E, analisando bem a coisa, até estava. Não foi por acaso que o treinador foi muito aplaudido pelos adeptos estorilistas - ele que deixou a sua marca nos sub-23 do clube, ao vencer duas vezes a Liga Revelação e outras duas a Taça Revelação, em 2021 e 2022.
Sem Guitane (a representar a Argélia na Taça Árabe) e Holsgrove (suspenso por acumulação de cartões amarelos), os canarinhos acusaram alguma desinspiração, no ataque. Mas até foi Patrick de Paula, que substituiu o médio escocês no 11, a restabelecer a igualdade. Foi uma grande finalização em 'voley', após uma belíssima jogada coletiva.
Tudo empatado ao intervalo, com um Estoril em crescimento, a reagir a uma entrada mais forte dos cónegos. De facto, a equipa da linha voltou para a segunda parte inspirada e marcou dois golos, em quatro minutos. Primeiro, por Ricard Sánchez. Depois, por Begraoui.
Mas o Moreirense não se ficou a rir e marcou logo a seguir. Após um início frenético dos da casa, para os últimos 45 minutos, o jogo entrou noutra fase e os forasteiros voltaram a estar melhor, com um Estoril mais intranquilo, a procurar gerir a vantagem.
A equipa orientada por Ian Cahtro estava em claro sofrimento e o ponto gatilho chegou com um golo ao cair do pano, numa jogada construída por dois jogadores que Vasco Botelho da Costa tinha lançado no decorrer da segunda parte. O menino Afonso Assis (o melhor em campo para A BOLA), de 19 anos, isolou Luís Semedo que não tremeu e fez o 3-3 final.
No final, o empate acabou por ser o resultado justo, já que nenhuma equipa foi claramente superior à outra e, tendo ambas praticado um futebol positivo, seria muito ingrato alguma delas sair deste jogo sem pontos. É que com esta malta dá mesmo gosto ir ao futebol.
As notas dos jogadores do Moreirense (4x3x3): André Ferreira (5); Dinis Pinto (7); Michel (5); Gilberto Batista (5); Francisco Domingues (5); Stjepanovic (5); Vasco Sousa (6); Alan (5); Travassos (7); Landerson (6); Schettine (6); Kiko Bondoso (5); Luís Semedo (7); Afonso Assis (8); Benny (6); Rodri (-)
As notas dos jogadores do Estoril (3x4x3): Joel Robles (5); Tsoungui (5); Bacher (5); Boma (5); Ricard Sánchez (8); Patrick de Paula (7); Jandro Orellana (6); Pedro Amaral (5); João Carvalho (7); André Lacximicant (5); Begraoui (7); Pizzi (5); Ferro (5); Tiago Parente (5); Pedro Carvalho (5) e Alejandro Marqués (-)
O que disseram os treinadores: