Mesmo presionado por Oliver Provstgaard, Gonçalo Ramos marca o segundo de Portugal - Foto: EPA/Sebastian Elias
Mesmo presionado por Oliver Provstgaard, Gonçalo Ramos marca o segundo de Portugal - Foto: EPA/Sebastian Elias
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Afinal, quem manda aqui é Gonçalo Ramos! (as notas de Portugal)

Exibição à patrão, com golo e assistência do avançado. Mas Portugal não teve só um ‘boss’: Cancelo, Vitinha feito gigante e Félix de pé quente também marcaram; Bruno Fernandes rei nas assistências que Dalot também teve
O melhor em campo: Gonçalo Ramos (8)

Um remate ao poste (12’), uma assistência (13’) e um golo (25’) no espaço de 12 minutos mostram bem a dinâmica do avançado na área mas também fora dela, como aos 51’ em que veio ganhar um lance na área portuguesa! Aos 60’ recebeu passe magistral de Bruno Fernandes mas que não conseguiu concluir pelo melhor, como aos 62’ em que não conseguiu vencer duelo com Hermansen. Dentro da área foi letal, fora dela trabalhador e competentíssimo em todo o campo, um verdadeiro matador que todo o conjunto precisa. Se Jorge Jesus manda na equipa, como disse na antevisão, Gonçalo Ramos mandou no jogo, o boss de Portugal com mão cheia de funcionários capazes de o servirem de bandeja. Foi à patrão!   

(5) Diogo Costa — Dois golos sofridos mas sem culpas no cartório, assim como a Dinamarca não o obrigou a trabalhos maiores e a ser o homem-elástico que muitas vezes é.

(7) João Cancelo — Há minutos de sorte e o 13’ foi de fortuna para Cancelo, estendido terreno acima até à área da Dinamarca a marcar o primeiro dos seis golos que o jogo teve, numa combinação perfeita com Gonçalo Ramos. Os dinamarqueses subiram pelo seu lado e algumas vezes prenderam-no mas o lateral soube sempre desapertar o nó.

(5) Rúben Dias — Na véspera assumiu-se diplomata na sala de imprensa a desviar as balas em pleno furacão Ronaldo, na área de Portugal assumiu-se comandante da defesa a impor-se desde cedo, com corte providencial aos 8’ na primeira jogada de perigo do jogo, a desviar a bola para fora da pequena área. Quando aos 53’ Rasmus Hojlund arrancou para o 2-2, o central que, como toda a equipa, estava subido, não teve pernas para acompanhar o dinamarquês nem corpo para o travar, até com medo de fazer falta que o expulsaria.

(5) Renato Veiga — Surgiu por vezes a pisar terrenos mais subidos quando a Seleção Nacional estava em posse, cumpriu na defesa a missão destinada.

(7) Nuno Mendes — Aquele slalom a entrar na área nórdica aos 32’ merecia melhor final do que o remate ao lado, porque na retina ficaram os ziguezagues a tirar dinamarqueses da frente até ao que parecia o golo de bandeira. Mas as incursões corajosas e sempre venenosas do lateral-esquerdo começaram logo aos 7’ e continuaram aos 11’ a fazer o perigo rondar a área nórdica. Letal a atacar, incansável a defender, como aos 49’ em que correu para trás a roubar a bola a Isaksen, inverter a marcha e sair a jogar. Terminou exausto.

(6) Rúben Neves — Foi aos 35’ que arriscou o remate que Mads Hermansen defendeu e voltou a fazê-lo aos 64’. Aos 87’ lançou Dalot, de forma perfeita, para a assistência a João Félix.

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(7) Vitinha — Aos 7’ inaugurou a folha de remates do jogo, aos 67’ fez-se gigante nos seus 1,72 metros contra os espadaúdos nórdicos para de cabeça colocar, pela terceira vez no jogo, Portugal na frente do marcador. No miolo comandou e estreou-se a marcar por Portugal.

(5) Pedro Neto — Aos 64’ arriscou rematar para defesa de Hermansen, antes só mais um registo, aos 22’, a cruzar para Rafael Leão obrigar o guarra-redes a mauis uma intervenção.

(7) Bruno Fernandes — A fazer o papel de apoio nas costas de Gonçalo Ramos, assistiu o ponta de lança aos 25’ no 2-1. Pegou na bola a galgar metros, como aos 47’ em que progrediu pelo centro e rematou para defesa de Mads Hermansen. Picadinha bem picada por cima da defesa a meter Gonçalo Ramos na cara do golo só não fica para a história porque a bola saiu por cima. E se uma assistência é bom, duas ainda é melhor: aos 67’ cruzamento da direita direitinha para a cabeça de Vitinha. O bom velho Bruno.

(6) Rafael Leão — Dois remates de aviso, um para defesa (22’) e outro desviado para canto (23’), foram aperitivo para a participação na jogada do 2-1, foi ele quem colocou para o assistente Bruno Fernandes. Ao 40’ viu Mads Hermansen defender-lhe remate.

(7) Diogo Dalot — Se Cancelo esteve bem, Dalot quis imitá-lo na direita. Entrou aos 63’ e encontrou maneira de aos 77’ ser providencial a cortar o perigo e aos 87’ fundamental a assistir João Félix no golo que fechou as contas.

(5) Trincão — Uma incursão pela esquerda e seguro na tarefa de fechar quando a Dinamarca procurava o 3-3.

(5) João Neves — Com o marcador em 3-2, estancou os dinamarqueses a meios-campo.

(7) João Félix — Pouco mais de cinco minutos bastaram para João Félix entrar e… marcar o terceiro seguido, depois de País de Gales e Dinamarca. Foi chegar, ver e dar a tranquilidade da vitória. E chega!

(-) Tomás Araújo — Entrou na compensação.

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