Luisão recorda raspanete de Scolari

Benfica 22-09-2021 15:16
Por Redação

Luisão falou dos valores que o Benfica tenta incutir nos jovens no Benfica Campus, que celebra esta quarta-feira o 15.º aniversário. «Não é só o lado humano, há também a mística do clube», começou por dizer o antigo capitão, agora diretor técnico do clube.

 

E recordou um episódio no refeitório do Seixal de como os mais velhos acabam por passar esses valores aos mais jovens: «Estávamos a falar e a observar os jovens quando um deles passa, bateu com o braço num copo que caiu no chão. Não voltou atrás [para limpar] e olhou para as senhoras que chamamos de ‘tias’. Ficámos revoltados. Por infelicidade, no dia seguinte esse jovem treinou com o plantel principal. Combinámos que todos íamos bater mais forte sempre que ele recebesse a bola para mostrar que no clube não há empregados.»

 

«É preciso crescer com ética, carregar os valores do clube e respeitar quem aqui trabalha», acrescentou.

 

Luisão também sofreu na pele a irreverência da juventude quando ainda treinava na formação do Cruzeiro:

 

- O treinador era Scolari. Num treino, sempre que tentava cortar uma bola, o adjunto dele, Murtosa, dava falta. Perdi a paciência e desrespeitei-o. Scolari chamou-me e disse-me que nunca tinha visto alguém com a minha idade desrespeitar um treinador. Perguntou-me se queria ganhar dez ou cem, e disse-me que com aquela atitude nunca iria chegar a lado nenhum. No dia seguinte, quando cheguei ao balneário dos juniores, as minhas coisas não estavam no cacife. Pensei que não voltava a jogar. Perguntei e disseram que tinha de me apresentar na equipa principal.

 

«O que ficou marcado foi a humildade. É um exemplo que trago para o Benfica, essa é também a base deste clube», rematou.

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