Zverev rejeita revolução e defende tradição: «Talvez Djokovic queira isso porque está mais velho»
«É a história», afirmou Alexander Zverev esta quinta-feira durante o Open da China, em Pequim, sublinhando que o formato de até cinco sets representa o maior desafio neste desporto.
O atual número dois do ranking ATP e campeão em título de Roland Garros e do US Open, que afastou o britânico Cameron Norre (40.º) pelos parciais de 7(7)-6(1) e 6-4, explicou que os encontros em cinco sets são fisicamente muito exigentes e representam o auge da competitividade no ténis.
«É o triunfo mais difícil no nosso desporto, precisamente porque jogamos à melhor de cinco sets», afirmou o alemão, de 27 anos. No seu percurso até ao título no US Open, Zverev disputou dois encontros de cinco sets que terminaram já muito depois da meia-noite.
«Não conheço nenhum jogador que queira jogar à melhor de três sets», referiu e, em tom de brincadeira, acrescentou que talvez o sérvio Novak Djokovic pudesse preferir partidas mais curtas devido à idade.
«Talvez o Novak queira jogar a dois sets porque já está um pouco mais velho», gracejou, completando: «Penso que, se lhe tivessem feito essa pergunta há dez ou quinze anos, ele teria respondido que não, com toda a certeza.»
Djokovic, de 39 anos, já conquistou 24 títulos do Grand Slam e continua à procura do seu 25.º troféu, que constituiria um recorde absoluto.
Nas últimas semanas, surgiram propostas por parte da organização do Australian Open para abrir o debate sobre a redução da duração dos jogos nas primeiras rondas dos torneios do Grand Slam, com o objetivo de captar um público mais jovem e melhorar a experiência de quem assiste.
Zverev, contudo, permanece firme na convicção de que a tradição dos cinco sets é um pilar fundamental da história e da exigência do ténis. Sábado, na capital chinesa, irá defrontar o chinês Shang Juncheng (250.º).
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